Wilson Filho foi eleito deputado pelo PMDB mas recentemente resolveu se
filiar ao PTB que na Paraíba é presidido pelo seu pai, o ex-senador
Wilson Santiago.
De acordo com resolução do TSE, aprovada em 2007, um político precisa
comprovar justa causa para sair do partido pelo qual foi eleito para não
perder o mandato por infidelidade partidária. No texto, o tribunal
decidiu que o parlamentar pode trocar de legenda somente
nos casos de incorporação ou fusão de partido, criação de legenda,
mudança substancial do programa partidário e grave discriminação
pessoal.
O Ministério Público Eleitoral entrou com ações contra os seguintes
parlamentares: José Humberto e Stefano Aguiar, de Minas Gerais; Dr.
Paulo César, Deley e Alfredo Sirkis, do Rio de Janeiro; Walter Feldman e
Beto Mansur, de São Paulo; Luiz Nishimori, do Paraná; Silvio Costa, de
Pernambuco; Wilson Filho (foto), da Paraíba; Paulo Henrique Lustosa, do
Ceará; Francisco Evangelista, de Roraima; e Cesar Halum, do Tocantins.
Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, os
parlamentares quebraram relação de confiança com o eleitor ao trocar de
partido.
“O eleitor confere a representação ao parlamentar vinculado a certo
partido, que encarna o ideário em que se pretende avançar na disputa
pelo poder político. A infidelidade quebra essa relação de confiança e
permite à sociedade que reivindique o mandato”, disse Aragão.
Em 2008, o TSE caçou o mandato do então deputado da Paraíba Walter
Walter Brito Neto (PRB-PB) por infidelidade partidária. Ele foi o
primeiro e único parlamentar federal a ser punido por trocar de partido
após o prazo permitido pela legislação eleitoral.
Brito Neto deixou o DEM para ingressar no PRB em setembro de 2007. O DEM
então recorreu ao TSE pedindo de volta o mandato do deputado. Antes de
ser concluído nesta quinta, o julgamento já havia sido interrompido duas
vezes.
Na eleição de 2006, o então candidato a deputado federal Walter Brito
Neto conseguiu a primeira suplência e foi diplomado pelo DEM. Em
setembro de 2007 deixou o partido para filiar-se ao PRB e ocupar a vaga
decorrente da renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima, eleito pelo PSDB.
Com aAgência Brasil
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