BRONCA: prefeita age de forma intransigente e não envia balancetes a Câmara de Mulungu
Os seis vereadores que fazem oposição à prefeita de Mulungu, Joana Darc
Rodrigues Bandeira Ferraz (PSB), encaminharam denúncia ao Tribunal de
Contas do Estado (TCE) sobre o que eles consideram desmandos
administrativos da gestora. Segundo o presidente da Câmara, faz seis
meses que a prefeita não envia à Câmara os balancete com comprovantes de
despesas feitas pela gestão. “No dia 20 deste mês, a prefeita entrará
no sétimo mês sem mandar balancete para análise da Câmara”, disse o
presidente da Casa, Edinaldo Severino Gomes, conhecido como Teinha
(PMDB).
Segundo Teinha, faltam duas sessões para terminar o período legislativo
de 2013 e a prefeita Darc Bandeira não enviou nenhuma licitação de sua
gestão. “Além do mais”, afirma o presidente da Câmara, “a prefeita não
tem repassado o duodécimo da Câmara como determina a legislação”. Por
isso, a Câmara já entrou com uma ação contra a gestora na Comarca de
Alagoinha, para obrigá-la a fazer o repasse integral do duodécimo, sob
pena de cassação do mandato.
“O repasse do duodécimo tem sido feito de forma fracionada e atrasada. A
Câmara já entrou com uma ação na Justiça contra a prefeita”, reforçou o
presidente, que esteve na redação do Correio na companhia da vereadora
Neide Leal (PMDB).
Expediente na casa da fazenda
Dos nove vereadores, apenas três apoiam a gestão da prefeita Darc
Bandeira em Mulungu, cujo slogan é “Um novo tempo”. O líder da oposição,
George Pereira (PSDB), disse que a Câmara espera um posicionamento do
Tribunal de Contas, para que o Poder Legislativo possa exercer seu
direito de fiscalização. Segundo ele, a prefeita ignorou todos os
pedidos de informação feitos pela Câmara.
O presidente Teinha disse que a prefeita desdenha dos vereadores “e
chega a dizer que não precisa da Câmara para administrar o município”.
“Talvez seja por isso que ela não envia os balancetes”, reforçou.
De acordo com George Pereira, o município de Mulungu passa por um
verdadeiro descalabro administrativo. “A começar pelo fato de a prefeita
não dar expediente na Prefeitura, não cumprir o programa de governo e
não atender à população em suas necessidades básicas, como o atendimento
à saúde pública”, comentou. Segundo ele, a prefeita atende ordens do
marido, Ricardo Bandeira Ferraz, “que manda e desmanda na prefeitura”.
Ela dá expediente na casa onde mora, na Fazenda Bonança, a seis
quilômetros da cidade, onde um funcionário fica de vigia, na frente da
casa (com muro de quase três metros) com um radiotransmissor para
informar quem chega procurando a prefeita”, disse o líder da oposição.
O presidente da Câmara e a vereadora Neide Leal confirmaram, ainda, que a
prefeita só paga a quem o marido dela manda. Os vereadores também
denunciaram a falta de medicamentos nos postos de saúde, a falta de
merenda escolar e a oferta de alimentos de má qualidade, quando tem
merenda.
A reportagem tentou entrar em contato com a prefeita Darc Bandeira, mas o
telefone celular dela estava desligado. Um recado foi deixado com
pedido de retorno, o que não aconteceu entre o final da tarde e o início
da noite de ontem. A prefeitura não tem telefone fixo.
Com Jornal Correio
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