Marcio Murilo e Marcos Cavalcanti
Até a eleição passada os desembargadores se abstiveram de disputar a
presidência deixando que apenas o mais antigo fosse candidato. Assim foi na
eleição dos desembargadores Nilo Ramalho, Abraham Lincoln e Fátima Bezerra,
para citar os mais recentes.
Todavia, há especulações que apontam para uma disputa entre
os desembargadores Márcio Murilo e Marcos Cavalcanti. O desembargador Joás de
Brito informou que não irá disputar.
O portal pariaba.com.br entrou em contato com o desembargador
Marcos Cavalcanti que preferiu não
se pronunciar. “Prefiro não me pronunciar
sobre esse assunto, peço minha desculpas, depende de eleição. E há três candidatos
na regra atual, qualquer um dos três pode ser presidente”, afirmou.
O desembargador Joás de Brito
garantiu: “não estou pensando em concorrer a vaga de presidente. Os três mais
antigos compõem a Mesa Diretora. Tem a Presidência, a Vice-presidência e a Corregedoria.
A disputa será dos desembargadores Marcos e Márcio. A presidência seria uma critério
de longevidade se fosse respeitada a tradição. Nas últimas eleições foi assim,
nenhum deles teve concorrência”, frisou.
O desembargador Márcio Murilo foi o único que falou abertamente
de sua candidatura e projetou como seria sua gestão a frente do Tribunal. Apesar
de deixar claro que é candidato, Murilo explicou que não é contra a candidatura
de Marcos Cavalcanti. “Tenho estima por ele, é amigo de longas datas.Quem sair
vitorioso terá o respeito recíproco. Tenho 20 anos pela frente para tentar de
novo ser eleito presidente,se conseguir agora quero fazer uma gestão democrática
dentro de um padrão de transparência para uma sociedade clama por mais
celeridade processual”, pontuou.
Plataforma de Márcio
Murilo – O desembargador adiantou um pouco como seria a sua gestão. “Meu objetivo
é valorizar o primeiro grau, onde estão as demandas judiciais mais urgentes,
para fazer isso tenho que valorizar o magistrado e o servidor, dando
instrumentos de trabalho”, pontuou.
Para frisar a dinâmica dessa valorização do primeiro grau,
Murilo explicou que quer implantar o processo
judicial eletrônico, assim como incentivar os servidores através de uma remuneração
“razoável que o Tribunal possa pagar, os juízes também devem ter assessores”,
frisou.
O desembargador explicou ainda que quer ouvir cada membro do
Tribunal para construir a sua gestão e revelou: “Grande parte dessa plataforma
de trabalho já está sendo implementada. Já estamos ‘presos’ a um programa de
governo pré-estabelecido por incentivo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”,
ressaltou.
O CNJ determinou a formação de comissões para, ao que tudo
indica, apontar quais as mudanças que poderiam ser feitas no Tribunal para dar
maior transparência e celeridade processual.
Com Paulo Dantas
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