A
briga política entre o tio e sobrinho, que disputam as mesmas bases
eleitorais, começou e o clima não é dos melhores entre o deputado
federal Benjamin Maranhão(Solidariedade) e o ex-governador Zé
Maranhão(PMDB) que pretendem disputar as mesmas bases na luta por uma
cadeira na Câmara Federal no próximo ano.
A
cidade de Mari na Zona da Mata paraibana é o palco da mais nova
discórdia política da família Maranhão, tudo por conta de uma rasteira
dada por Zé, que‘tomou’ de ‘Benjinha’ o apoio do ex-prefeito Adinaldo
Pontes que anunciou mudar os planos e apoiar o patriarca da família
Maranhão na corrida sucessória.
Com amizades de décadas e mesmo sem mandato, Zé Maranhão, que mesmo com
mais de 80 anos apresenta muita disposição política, demonstrou um
grande poder de articulação e enfraqueceu a já combalida postulação do
sobrinho que ainda sonha com a reeleição e que também perdeu o apoio da
esposa de Adnaldo, a ex-prefeita Vera. Sem medo de reações negativas, Zé
Maranhão não poupou o seu sobrinho e deu um conselho: “Benjamim precisa
andar com suas próprias pernas, quando ele ainda era muito novo e
desconhecido na política da Paraíba, eu ajudei ele a entrar em diversos
municípios tanto é que ele se elegeu duas vezes deputado federal, agora
esta na hora de Benjamim andar com suas próprias pernas”, disparou Zé
Maranhão ao
Expressopb, demonstrando que não está preocupado com a força da caneta do presidente do Solidariedade.
Sobre sua candidatura a deputado federal e o apoio de Adinaldo Pontes,
Maranhão disse que para ele é muito honroso receber o apoio do Gordo. “O
Gordo e Dona Vera são grandes baluartes do PMDB e para mim é muito
honroso receber o apoio deles aqui em Mari”, comemorou Zé, ironizando a
baixa no grupo político do sobrinho.
Para quem imaginava que o clima entre Zé e Benjinha iria ser amistoso,
estão redondamente enganados, resta saber como o sobrinho irá reagir a
mais essa defecção no seu grupo político. Zé Maranhão mostrou que está
mais vivo do que nunca. Sabendo de suas limitações, Benjamin terá que
agora buscar um novo ‘padrinho’, afinal de contas, Zé Maranhão já bateu
no peito e vê na reconquista do mandato uma questão de honra.
A guerra na família Maranhão apenas começou o conflito que pode sepultar
os dois politicamente, afinal de contas os dois unidos seriam
imbatíveis, divididos nem tanto, pois Nietzshe pregava que: “Se ficar
muito tempo olhando para o abismo, o abismo olhará para você!”
Henrique Lima
PB Agora
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