Gestor é suspeito de cometer irregularidade ao dispensar uma licitação
Segundo o MP, a dispensa da licitação foi feita em desacordo com a
lei e sem atender ao interesse público “caracterizando comportamento que
resultou em prejuízos aos cofres públicos, com violação dos princípios
norteadores da administração pública”. No procedimento foram constatados
vícios de legalidade, mas a dispensa foi homologada. A empresa
vencedora do processo recebeu um montante de R$ 91 mil.
“O estado de emergência deve caracterizar uma situação imprevisível,
que exige um atendimento imediato, e não uma ausência de planejamento e
de gestão administrativa”, diz um trecho da ação. A promotora afirma que
a contratação da empresa foge completamente da natureza emergencial,
pois o tipo de serviço é contratado em todos os exercícios, ou seja,
existe uma série histórica.
Também são citados na ação o secretário de Infraestrutura de Santa
Rita, José Fernandes Lira; a presidente da Comissão de Licitação,
Glauciene Pinheiro; dois servidores e também a empresa vencedora da
licitação e o proprietário dela. O MP pede o bloqueio dos bens dos
denunciados e também que eles sejam punidos a ressarcir o valor do
contrato ao erário e ainda percam as funções públicas e tenham os
direitos políticos suspensos.
O procurador da Prefeitura de Santa Rita, Clodoaldo Maximino, foi
procurado pelo JP Online mas não atendeu às ligações telefônicas.
JORNAL DA PARAÍBA
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