Uma delas conseguiu anotar a placa e descobriu o endereço onde a
motocicleta estava registrada. No site do DETRAN constava que o veículo
pertencia a uma mulher chamada Maria do Socorro e o endereço ficava no
bairro de Tambauzinho.
De posse dessas informações as jovens foram até a delegacia que
fica na Epitácio Pessoa e foram informadas que o expediente era apenas
de segunda a sexta, de lá elas se encaminharam para o 1º DISP (Distrito
Integrado de Segurança Pública) que estava sem escrivão. A última opção
das vítimas foi ir até a 1ª Delegacia Distrital em Cruz das Armas onde a
delegada pediu para que elas prestassem a queixa na segunda-feira e se
recusou a colocar diligências atrás dos bandidos, justificando que se
tratou de um crime simples.
Por conta própria as garotas resolveram verificar o local
e o endereço fornecido no site era de um escritório de advocacia,
contudo ao lado havia um casebre e elas observaram uma movimentação no
interior. Uma delas olhou por uma brecha e viu o pertences e a moto no
interior da residência. Outra vez as vítimas voltaram a delegacia,
relataram à polícia e levaram dois policiais ao local.
Um casal foi preso, mas a delegada informou que não poderia
registrar queixa porque não tinha escrivão. Além disso, os policiais
condenaram a atitude das garotas em ir atrás dos bandidos, apontando que
elas poderiam ter sido agredidas.
As jovens constataram que os bandidos já haviam usado o tablet, adicionando pessoas nas redes sociais e enviando fotografias.
Logo após a prisão, a mãe da jovem acusada chegou com um advogado para fazer a defesa do casal.
Marília Domingues / Jota Ferreira
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