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08 junho 2012

Lúcia Guerra diz que eleições na UFPB não acabou Magareth não crê em reviravolta

Após as batalhas judiciais que marcaram o segundo turno das eleições para reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) as duas candidatas que disputavam o cargo, concederam entrevista à imprensa nesta sexta-feira (08) para falar sobre o pleito.
Apesar da derrota no pleito, a professora Lúcia Guerra, diz que não se dá por vencida e aguarda julgamento do recurso impetrado junto ao Superior Tribunal Federal (STF) para anular a eleição de quarta, que teve abstenção de 94%, e, consequentemente, realizar novamente o 2º turno depois da greve, no caso um terceiro turno. Já a professora Margarete Diniz, que foi eleita reitora na última quarta, disse não acreditar em reviravolta.
O primeiro turno das eleições aconteceu no dia 18 de maio, dois dias após a Universidade entrar em greve. Diante da paralisação, o Consuni decidiu adiar a data do segundo turno, inicialmente marcado para 30 de maio, mas Magareth Diniz não aceitou a mudança e recorreu a Justiça. Na última sexta-feira (01), O Tribunal Regional Federal, da 5ª Região, com sede em Recife, determinou que o pleito fosse realizado na última quarta-feira (06).
Lúcia disse que como o 2º turno aconteceu por força de uma liminar o processo ainda não concluído, por isso espera que o STF respeite a autonomia da Universidade.
“Esse pleito aconteceu por força judicial, por uma liminar, desrespeitando a autonomia da Universidade e esta abstenção muito grande representa a posição de nossa comunidade, por isso estamos esperando a decisão do Supremo Tribunal. Este processo ainda não foi concluído, por isto esperamos que a decisão do STF atenda aos desejos da Universidade”, disse.
“O segundo turno só deveria ocorrer depois da greve. Entendo que se ela (Magareth) teve uma boa colocação no primeiro turno, o segundo turno poderia ser tranquilo para ela em qualquer data. Não entendo o porquê desta pressa em agredir a autonomia da universidade, não sei o que se passa pela cabeça deste grupo que apoia ela”, acrescentou.
Vitoriosa, Margarete Diniz disse que espera que a decisão da maioria seja respeitada, mas revelou não temer uma nova disputa nas urnas.
“A minha posição é que agora encerramos as eleições para sucessão de reitor, e consolidamos nossa vitória, que já havia ocorrido no primeiro turno com 49,66% dos votos. Ganhamos nos três segmentos e agora no segundo turno consolidamos. É um direto dela (Lúcia Guerra) recorrer ao Supremo Tribunal Federal, mas quero crê que como o recurso dela foi rejeitado por unanimidade no TRF, em Recife, certamente o STF vai corroborar isto”, sustentou.
“Caso ocorra um terceiro turno, vai ser histórico. Então, acho também que a pessoa tem que saber perder. No processo eleitoral ganha quem tem a maioria dos votos. Mas, se assim for estamos muitos tranquilos e consciente que a maioria dos segmentos de nossa instituição quer a mudança. Gostaria que a reitoria acatasse o resultado das urnas e a vontade da maioria”, acrescentou.
 

PorCristiano Teixeira

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