Após as batalhas judiciais que marcaram o segundo turno das eleições
para reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) as duas candidatas
que disputavam o cargo, concederam entrevista à imprensa nesta
sexta-feira (08) para falar sobre o pleito.
O primeiro turno das eleições aconteceu no dia 18 de maio, dois dias
após a Universidade entrar em greve. Diante da paralisação, o Consuni
decidiu adiar a data do segundo turno, inicialmente marcado para 30 de
maio, mas Magareth Diniz não aceitou a mudança e recorreu a Justiça. Na
última sexta-feira (01), O Tribunal Regional Federal, da 5ª Região, com
sede em Recife, determinou que o pleito fosse realizado na última
quarta-feira (06).
Lúcia disse que como o 2º turno aconteceu por força de uma liminar o
processo ainda não concluído, por isso espera que o STF respeite a
autonomia da Universidade.
“Esse pleito aconteceu por força judicial, por uma liminar,
desrespeitando a autonomia da Universidade e esta abstenção muito grande
representa a posição de nossa comunidade, por isso estamos esperando a
decisão do Supremo Tribunal. Este processo ainda não foi concluído, por
isto esperamos que a decisão do STF atenda aos desejos da Universidade”,
disse.
“O segundo turno só deveria ocorrer depois da greve. Entendo que se ela
(Magareth) teve uma boa colocação no primeiro turno, o segundo turno
poderia ser tranquilo para ela em qualquer data. Não entendo o porquê
desta pressa em agredir a autonomia da universidade, não sei o que se
passa pela cabeça deste grupo que apoia ela”, acrescentou.
Vitoriosa, Margarete Diniz disse que espera que a decisão da maioria
seja respeitada, mas revelou não temer uma nova disputa nas urnas.
“A minha posição é que agora encerramos as eleições para
sucessão de reitor, e consolidamos nossa vitória, que já havia ocorrido
no primeiro turno com 49,66% dos votos. Ganhamos nos três segmentos e
agora no segundo turno consolidamos. É um direto dela (Lúcia Guerra)
recorrer ao Supremo Tribunal Federal, mas quero crê que como o recurso
dela foi rejeitado por unanimidade no TRF, em Recife, certamente o STF
vai corroborar isto”, sustentou.
“Caso ocorra um terceiro turno, vai ser histórico. Então, acho também
que a pessoa tem que saber perder. No processo eleitoral ganha quem tem a
maioria dos votos. Mas, se assim for estamos muitos tranquilos e
consciente que a maioria dos segmentos de nossa instituição quer a
mudança. Gostaria que a reitoria acatasse o resultado das urnas e a
vontade da maioria”, acrescentou.
PorCristiano Teixeira
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