O pai do bebê, que não quis se identificar, disse ao G1 que mora no local há três anos e que no momento dos disparos só pensou em proteger a família. “Eu me agarrei com o bebê. Eu, minha mulher e minha filha. A gente ficou segurando para ela não se assustar com os tiros. Ela não chorou porque a gente protegeu ela logo”, disse o pai do bebê de um mês.
Antes funcionava no local a Superintendência de Obras do Plano de
Desenvolvimento da Paraíba. O galpão foi abandonado e hoje serve de
abrigo para várias famílias. De acordo com o coronel Lívio Sérgio
Delgado, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, os moradores
contaram que, no momento dos tiros, viram pessoas em duas motocicletas e
em um carro. A suspeita da polícia é que pelo menos cinco pessoas
participaram da chacina. O comandante disse que uma outra criança também
dormia no local na hora do crime e pela manhã uma avó esteve no galpão
para resgatar o menino.
Pelas investigações, a polícia acredita que quatro pessoas estavam
bebendo no galpão quando os criminosos chegaram atirando. A quinta
vítima dormia em um dos cômodos, quando foi acordada e atingida pelos
tiros. Segundo o comandante, o galpão era utilizado como ponto de venda
de drogas. “Com as mulheres mortas a gente apreendeu drogas que estavam
escondidas nas partes íntimas”, disse Lívio Sérgio.
Os corpos foram encaminhados para Gerência Executiva de Medicina e
Odontologia Legal (Gemol) em João Pessoa. A polícia acredita que o crime
tenha sido motivado por conta da disputado por ponto de venda de
drogas.
G1pb
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