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11 maio 2012

Cássio protesta contra presença de advogados de envolvidos na sessão secreta


Cássio protesta contra presença de advogados de envolvidos na sessão secretaImagem (Assessoria)
O Senador Cássio Cunha Lima (PSDB) reclamou na tarde desta quinta-feira (10) da presença, na sessão secreta da CPI do Cachoeira, dos advogados dos três principais suspeitos de integrar a quadrilha do bicheiro. "O motivo alegado para que estes depoimentos fossem realizados em sessão fechada, era justamente  o de evitar que os investigados tivessem conhecimento prévio sobre as novas linhas da investigação. Pelo que o presidente Vital acaba de comunicar, foi uma decisão monocrática, onde não houve comunicação ao plenário, o que faz dessa comissão não apenas secreta, mas também com presenças secretas", reclamou Cunha Lima, em entrevista concedida na porta da CPI.
A sessão desta quinta da CPMI foi destinada a ouvir os depoimentos do delegado e procuradores que comandaram a Operação Monte Carlo, que investiga o grupo de Cachoeira. Segundo o Senador Cássio Cunha Lima, o senador Pedro Taques (PDT-MT) levantou questão de ordem durante o depoimento do delegado Matheus Mella Rodrigues, questionando a presença dos advogados sem que a comissão tenha sido consultada. Em seguida houve intenso bate boca entre parlamentares. Um dos advogados é o do próprio contraventor. Os outros dois defendem o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e Claudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta no Centro Oeste, empresa acusada de fazer parte do esquema de Cachoeira.
Ainda de acordo com Cássio, o presidente da CPI, explicou que tomou de forma monocrática a decisão de autorizar a presença dos advogados, porque considerou que não era preciso consultar os demais senadores e deputados. O senador disse que teria feito perguntas e questionamentos diferentes ao delegado se soubesse da presença dos advogados. "Eu posso até admitir a hipótese de o presidente decidir pela presença dos advogados monocraticamente, mas temos que ser cientificados para que possamos, por exemplo, orientar nossas perguntas, para que pudéssemos formular nossos argumentos", afirmou.
Cássio Cunha Lima insistiu em afirmar que nenhum membro da comissão sabia da presença dos advogados. "Ao invés de termos de fato uma sessão secreta, temos a presença privilegiada dos advogados dos principais acusados", disse. Segundo ele, em outras sessões, eram lidos os nomes de todas as pessoas que estavam na comissão. O tucano afirmou que desconhecia se o presidente da comissão tinha poderes regimentais para autorizar a ida dos advogados à sessão, mas questionou o motivo de os membros não terem sido informados.


Assessoria

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