Benevides explicou que o percentual de reajuste para
2012 foi definido a partir da média inflacionária dos últimos 16
meses, tomando como base os índices medidos pelo INPC, IPCA e IGPM. "Na
verdade, nosso estudo tarifário, que leva em conta outros fatores,
além dos índices de inflação, apontou para um reajuste acima de 14%,
porém, a diretoria da Cagepa resolveu usar como parâmetro apenas a
média inflacionária", observou.
Com o reajuste, Ricardo Benevides
enfatizou que a conta de água para o cliente que consome até 10 metros
cúbicos por mês terá um aumento de R$ 2,02. "É importante frisar que
63% dos nossos clientes consomem, mensalmente, até 10 metros cúbicos de
água", destacou.
Comparativo - O percentual de
reajuste anunciado pela Cagepa, segundo Benevides, está um pouco abaixo
do índice que vem sendo utilizado por outras empresas de abastecimento
do País. Ele citou como exemplo a Companhia de Água Esgotos do Ceará
(Cagece) e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que já
realinharam suas tarifas este ano em 12,91% e 12,89%, respectivamente.
"Ao
compararmos os reajustes praticados pelas empresas de abastecimento de
outros estados, constamos que o realinhamento tarifário proposto pela
Cagepa está abaixo da média do Nordeste, que é de 10,23%, enfatizou o
assessor de Planejamento.
Tarifa Social - O
reajuste anunciado pela Cagepa não vai atingir os consumidores
cadastrados na Tarifa Social. O presidente da estatal, Deusdete
Queiroga, afirmou que os clientes incluídos no programa continuarão
pagando uma tarifa de água mensal de R$ 10,56. Ele revelou que
atualmente em todo o Estado existem cerca de 40 mil famílias
beneficiadas.
Para ter direito à Tarifa Social, Deusdete explicou
que o cliente precisa preencher alguns pré-requisitos. "É preciso,
acima de tudo, que o cliente tenha um consumo mensal de até 10 metros
cúbicos de água. Além disso, ele precisa ser cadastrado no Programa
Bolsa Família, do Governo Federal, ou Pão Leite, do Governo do Estado",
explicou.
"Aquele cliente que consome 10 metros cúbicos de água
por mês e não possui um dos dois benefícios, também pode aderir à
Tarifa Social e, para tanto, precisa comprovar uma renda familiar e um
salário mínimo mensal e ter um consumo de energia elétrica de até 80
KW/mês", completou o presidente da Cagepa.
Secom-PB
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