Cerca de 20 mil pessoas, segundo cálculo do comando da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram da Segunda Marcha Contra a Corrupção em Brasília. A manifestação aconteceu na Esplanada dos Ministérios, ontem (12), quando é comemorado o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Mais uma vez, organizado por meio das redes sociais, o ato pacífico e apartidário ocorreu sem incidentes e foi o de maior impacto em todo o país.
Para Rodrigo Montezuma, integrante da organização do movimento, o objetivo foi atingido. “Nós tínhamos pouco menos de 19 mil pessoas confirmadas no Facebook. É muito fácil apenas curtir o movimento na poltrona de casa, mas comparecer requer um pouco mais de esforço. O objetivo foi alcançado porque 20 mil pessoas saíram de casa para mostrar que estão indignadas com os atos corruptos que acontecem no patamar político do país”, explica.
Vestidos de preto e com vassouras nas cores da bandeira do Brasil, verde e amarelo, os manifestantes entoavam gritos de ordem que pediam entre outras coisas, a validação da Lei Ficha Limpa para as eleições de 2012, o fim do voto secreto nas votações do Congresso Nacional e a não limitação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão criado para fiscalizar o judiciário.
Ainda neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que visa a limitar o raio de investigação do CNJ. Além disso, o STF também vai julgar a validade da Ficha Limpa. Já a discussão sobre o fim do voto secreto foi retomada no Congresso após a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF).
O protesto reuniu pessoas de todas as idades. A estudante Tatiana Gonçalves já havia levado os pais e a irmã no protesto do dia 7 de setembro e dessa vez, não foi diferente. “Desde a manifestação passada, acompanho o movimento pelo Facebook, por isso, mobilizei a minha família, que na mesma hora quis comparecer. É o que todo o brasileiro deveria fazer, já que há tanto o que reclamar na política do país”, afirma.
A irmã mais velha, Samara Gonçalves, acredita que é importante que hajam movimentos sociais que levem os brasileiros às ruas. “Protestar nas ruas é uma cultura que a população ainda está aprendendo. Por isso, é preciso que se torne uma constante para que, por meio de pressão social, os governantes possam ser cobrados e tomem atitudes corretas”, ressalta.
Ao todo, protestos foram convocados em ao menos 25 cidades de 17 estados em todas as regiões do país, principalmente articuladas nas redes sociais e blogs. Organizadores já planejam uma ONG para nacionalizar o movimento.
Segundo um dos líderes do Movimento Contra Corrupção (MCC), Walter Rodrigues, o objetivo é que as manifestações adquiram um caráter nacional. Na próxima semana, eles irão discutir a possibilidade de transformar o MCC em uma ONG.
"Vamos fazer uma videoconferência com os representantes das cidades na próxima quarta ou quinta-feira para discutir como nacionalizá-lo", disse.
Além da concretização do movimento em uma ONG, outros passos efetivos estão em andamento. Como, por exemplo, a leitura de uma nota de protesto MCC no Senado Federal e na Câmara dos Deputados em prol do combate a corrupção. Apesar da movimentação, uma nova marcha ainda não está confirmada.
Outros lugares
Em São Paulo, a marcha se concentrou novamente na Avenida Paulista. Estimativas da Polícia Militar apontavam para a presença de duas mil pessoas. A mesma quantidade de pessoas se mobilizou no Rio de Janeiro, na orla de Copacabana, na Zona Sul.
Em Belo Horizonte, a manifestação se concentrou na Praça da Liberdade, região nobre da cidade e próxima à antiga sede do governo estadual. Segundo a PM, 200 pessoas apareceram. Manifestantes pediram ainda o imediato julgamento dos acusados de crimes no esquema do mensalão e a devolução aos cofres públicos de dinheiro comprovadamente desviado por políticos corruptos.
Em Goiânia, onde o governo contabilizou cerca de 1,2 mil pessoas, a marcha atraiu estudantes universitários, professores, profissionais liberais e donas de casa. A maioria foi vestida de preto e percorreu 4 km no centro da cidade.
Em Curitiba, cerca de 500 pessoas partiram da Universidade Federal do Paraná (UFPR) até ruas do Centro Histórico e foram até o Centro Cívico. Estudantes mascarados se misturaram com aposentados, caras-pintadas e ativistas. Não havia sequer uma bandeira de partido político. Durante a passeata, alguns moradores jogaram água nos manifestantes.
Em Salvador, a marcha percorreu o circuito Barra-Ondina, famoso por receber os trios elétricos de Carnaval. Cerca de 800 pessoas apareceram, com bandeiras, apitos, narizes de palhaço e caras pintadas. Entre jovens e crianças, foram vistos também juízes e advogados.
Em Recife, a marcha levou cerca de 300 pessoas à avenida Boa Viagem, ao som de apitaço e palavras de ordem. Várias mães aproveitaram o feriado, quando também se comemora o Dia das Crianças, para levar os filhos pequenos.
Em Fortaleza, trio-elétricos animaram a caminhada ao som de canções engajadas como "Brasil", de Cazuza, e "Para Não Dizer que Eu Não Falei de Flores", de Geraldo Vandré. Na capital cearense, estudantes expressavam revolta contra o que ficou conhecido como "escândalo dos banheiros", esquema de desvio de dinheiro destinado a construção de banheiros populares que, segundo o Tribunal de Contas do Estado, chegou a um rombo de R$ 16 milhões.
Em João Pessoa, o público se concentrou no Busto de Tamandaré, e caminhou pela orla da praia. A mobilização foi organizada por entidades locais ligadas à advocacia e à imprensa.
Contas Abertas
Para Rodrigo Montezuma, integrante da organização do movimento, o objetivo foi atingido. “Nós tínhamos pouco menos de 19 mil pessoas confirmadas no Facebook. É muito fácil apenas curtir o movimento na poltrona de casa, mas comparecer requer um pouco mais de esforço. O objetivo foi alcançado porque 20 mil pessoas saíram de casa para mostrar que estão indignadas com os atos corruptos que acontecem no patamar político do país”, explica.
Vestidos de preto e com vassouras nas cores da bandeira do Brasil, verde e amarelo, os manifestantes entoavam gritos de ordem que pediam entre outras coisas, a validação da Lei Ficha Limpa para as eleições de 2012, o fim do voto secreto nas votações do Congresso Nacional e a não limitação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão criado para fiscalizar o judiciário.
Ainda neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que visa a limitar o raio de investigação do CNJ. Além disso, o STF também vai julgar a validade da Ficha Limpa. Já a discussão sobre o fim do voto secreto foi retomada no Congresso após a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF).
O protesto reuniu pessoas de todas as idades. A estudante Tatiana Gonçalves já havia levado os pais e a irmã no protesto do dia 7 de setembro e dessa vez, não foi diferente. “Desde a manifestação passada, acompanho o movimento pelo Facebook, por isso, mobilizei a minha família, que na mesma hora quis comparecer. É o que todo o brasileiro deveria fazer, já que há tanto o que reclamar na política do país”, afirma.
A irmã mais velha, Samara Gonçalves, acredita que é importante que hajam movimentos sociais que levem os brasileiros às ruas. “Protestar nas ruas é uma cultura que a população ainda está aprendendo. Por isso, é preciso que se torne uma constante para que, por meio de pressão social, os governantes possam ser cobrados e tomem atitudes corretas”, ressalta.
Ao todo, protestos foram convocados em ao menos 25 cidades de 17 estados em todas as regiões do país, principalmente articuladas nas redes sociais e blogs. Organizadores já planejam uma ONG para nacionalizar o movimento.
Segundo um dos líderes do Movimento Contra Corrupção (MCC), Walter Rodrigues, o objetivo é que as manifestações adquiram um caráter nacional. Na próxima semana, eles irão discutir a possibilidade de transformar o MCC em uma ONG.
"Vamos fazer uma videoconferência com os representantes das cidades na próxima quarta ou quinta-feira para discutir como nacionalizá-lo", disse.
Além da concretização do movimento em uma ONG, outros passos efetivos estão em andamento. Como, por exemplo, a leitura de uma nota de protesto MCC no Senado Federal e na Câmara dos Deputados em prol do combate a corrupção. Apesar da movimentação, uma nova marcha ainda não está confirmada.
Outros lugares
Em São Paulo, a marcha se concentrou novamente na Avenida Paulista. Estimativas da Polícia Militar apontavam para a presença de duas mil pessoas. A mesma quantidade de pessoas se mobilizou no Rio de Janeiro, na orla de Copacabana, na Zona Sul.
Em Belo Horizonte, a manifestação se concentrou na Praça da Liberdade, região nobre da cidade e próxima à antiga sede do governo estadual. Segundo a PM, 200 pessoas apareceram. Manifestantes pediram ainda o imediato julgamento dos acusados de crimes no esquema do mensalão e a devolução aos cofres públicos de dinheiro comprovadamente desviado por políticos corruptos.
Em Goiânia, onde o governo contabilizou cerca de 1,2 mil pessoas, a marcha atraiu estudantes universitários, professores, profissionais liberais e donas de casa. A maioria foi vestida de preto e percorreu 4 km no centro da cidade.
Em Curitiba, cerca de 500 pessoas partiram da Universidade Federal do Paraná (UFPR) até ruas do Centro Histórico e foram até o Centro Cívico. Estudantes mascarados se misturaram com aposentados, caras-pintadas e ativistas. Não havia sequer uma bandeira de partido político. Durante a passeata, alguns moradores jogaram água nos manifestantes.
Em Salvador, a marcha percorreu o circuito Barra-Ondina, famoso por receber os trios elétricos de Carnaval. Cerca de 800 pessoas apareceram, com bandeiras, apitos, narizes de palhaço e caras pintadas. Entre jovens e crianças, foram vistos também juízes e advogados.
Em Recife, a marcha levou cerca de 300 pessoas à avenida Boa Viagem, ao som de apitaço e palavras de ordem. Várias mães aproveitaram o feriado, quando também se comemora o Dia das Crianças, para levar os filhos pequenos.
Em Fortaleza, trio-elétricos animaram a caminhada ao som de canções engajadas como "Brasil", de Cazuza, e "Para Não Dizer que Eu Não Falei de Flores", de Geraldo Vandré. Na capital cearense, estudantes expressavam revolta contra o que ficou conhecido como "escândalo dos banheiros", esquema de desvio de dinheiro destinado a construção de banheiros populares que, segundo o Tribunal de Contas do Estado, chegou a um rombo de R$ 16 milhões.
Em João Pessoa, o público se concentrou no Busto de Tamandaré, e caminhou pela orla da praia. A mobilização foi organizada por entidades locais ligadas à advocacia e à imprensa.
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