Em bancadas opostos os líderes da oposição e da situação na Câmara Municipal de João Pessoa voltaram a bater de frente quando o assunto são as obras da Lagoa, do Parque Solon de Lucena, alvo de suspeitas de um desvio milionário.
Raoni Mendes defende uma força tarefa na apuração das investigações, visto que foi um relatório da Controladoria Geral da União quem detectou a presença de falhas na execução do serviço.
O líder do Governo, Marcos Antônio, do PHS, ressalta que a obra é de suma importância para a Capital e garante que toda a operação feita na execução do serviço foi legal.
“Não é porque a Petrobrás é importante que eu posso admitir que se roube R$ 42 milhões. Não é porque a obra da Lagoa é importante para João Pessoa que eu possa admitir que se possa desviar R$ 10 milhões. Eu não questiono a importância da obra em nenhum momento, mas não admito que continuem a brincar com a inteligência do povo. Eu garanto que nenhum vereador da situação sequer visitou o aterro sanitário, nós visitamos, e pasmem, 200 mil toneladas se evaporaram lá, era uma pista de bicross. O que era para ter a construção de um dique, uma licença ambiental, ninguém sabe onde esses caminhões abasteceram. São 200 mil toneladas, houve, segundo a CGU, um desvio e um superfaturamento, nós queremos apenas fiscalizar”, disse Raoni Mendes.
Para Marcos Antônio, Raoni se agarra em argumentos inconsistentes.
“Existem as controvérsias a respeito das afirmações dada por Raoni. O lixo foi transportado para o aterro sanitário sim. Eu acredito que o vereador queria encontrar lá o aterro, com placas, dizendo de onde era aquele material. O material parte foi usada nas células do aterro. O aterro foi sim para lá. O material foi transportado, foi usado no aterro, existe um laudo do antes e depois que mostra que toda operação foi legal, tanto é que não existe mais aquelas montanhas de terra que existiam no início da obra”, defendeu o líder.
Ontem o Ministério Público Federal abriu um procedimento investigatório para apurar as denúncias sobre o indício de desvio milionário na execução da obra. De acordo com o relatório da CGU, o prejuízo teria sido causado por pagamentos em montante superior ao valor dos serviços efetivamente executados.
Segundo o procurador da República, Yordan Delgado, o procedimento que investiga a denúncia de supostas irregularidades nas obras da Lagoa Solón de Lucena está na fase inicial. No entanto, o procurador já teria analisado o relatório da CGU e adiantou a possibilidade de medidas investigativas.
No relatório, a fiscalização da CGU apontou que o material retirado da Lagoa que estava depositado no aterro não alcançava a cota superior da borda do talude do dique, o que seria indício de que o volume de material retirado foi menor que o calculado para o pagamento.
Na Câmara Municipal de João Pessoa, vereadores votaram a favor da abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias apresentadas pela CGU.
Fonte:PBAgora
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