Nas ruas o clima é de revolta. Para Maria do Rosário, que pega
quatro ônibus por dia para ir ao trabalho, em Intermares, é mais um
motivo para comprar a tão sonhada moto.
"Não é a toa que aprovaram este aumento nesta época de carnaval.
Isso evita que o povo vá para a rua para protestar, pois está todo mundo
preocupado em fazer festa", reclamou.
O estudante André Carvalho mora em Mangabeira e estuda no Unipê e
se questiona sobre a motivação para este aumento. "Será que era mesmo
necessário isso? Isso precisa ser feito com transparência", disse.
O prefeito Luciano Cartaxo alega que o aumento é o menor dado nas
capitais do Brasil nesta temporada. "O valor ainda é inferior ao
estipulado pelo Conselho de Mobilidade Urbana de João Pessoa, que era de
R$ 2,52. Autorizamos um aumento de 4,25%, proporcionalmente, o menor
das capitais do Brasil", explicou.
O Conselho Municipal de Mobilidade de João Pessoa se reuniu na sede
da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e aprovou o
reajuste das passagens de ônibus coletivos da capital de R$ 2,35 para R$
2,52. O aumento de R$ 0,17 centavos no valor da tarifa foi justificado
pela alta no preço dos combustíveis. O último reajuste na tarifa foi
feito em julho de 2014.
Para solicitar o reajuste, em João Pessoa, as empresas de
transporte coletivo fizeram constar na planilha técnica o aumento do
salário mínimo (motoristas, cobradores, fiscais e despachantes), custos
dos equipamentos, material (pneus, lubrificantes, rodagem, manutenção e
peças), o aumento do combustível (óleo diesel) e o dissídio da classe
dos trabalhadores previsto para junho.
Proposta alta - A proposta da Associação de
Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC-JP) foi
de aumentar o valor para R$ 2,62, mas o conselho aprovou um valor R$
0,10 menor. Para o presidente da AETC-JP, Mário Tourinho, o resultado
foi recebido com 'frustração' devido ao desequilíbrio nos custos das
empresas.
"Analisamos o resultado da reunião com uma certa frustração, nós
não sabemos como a planilha da Semob chega a um resultado desses, porque
os nossos números são diferentes", disse. "Nós nos disponibilizamos a
fazer toda a apresentação de documentos necessários desde notas fiscais a
folhas de pagamento para caracterizar a realidade da planilha, e a
nossa [proposta] deu R$ 2,62. Como justificar que João Pessoa tenha uma
tarifa tão só de R$ 2,52 quando em Maceió, por exemplo, a tarifa é de R$
2,75?", disse Mário Tourinho.
Da Redação com G1
Área do visitante (
Nenhum comentário:
Postar um comentário