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17 outubro 2014

PB sem registro de febre chikungunya


PB sem registro de febre chikungunya A Paraíba permanece sem registro de casos da febre chikungunya, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência de Vigilância em Saúde, que está promovendo diversas ações de combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor da chikungunya e da dengue.


“Pelo fato das duas doenças terem sintomas e formas de transmissão muito semelhantes, as ações que os municípios realizam contra a dengue, diariamente e incessante, também servem para combater a chikungunya. Mesmo assim, as ações estão sendo intensificadas”, explicou a Gerente de Vigilância em Saúde, Renata Nóbrega.


Recentemente, foi criado um grupo técnico com servidores da SES, com o objetivo de discutir as ações e estratégias direcionadas ao chikungunya. Dentre as ações, está previsto para o mês de novembro um manejo clínico sobre a febre para os profissionais de saúde da rede assistencial do Estado e os Hospitais Universitários de João Pessoa e Campina Grande e o Complexo Hospitalar Clementino Fraga, que são referência para casos que apresentem complicações.


Ainda foi disponibilizada uma nota técnica, com todos os detalhes da doença, para os hospitais, núcleos, gerências e Secretarias Municipais de Saúde. A Vigilância Ambiental está intensificando as ações de controle do mosquito em todos os municípios, com a eliminação dos criadouros e solicitando a ajuda da população e o Estado ainda dispõe de uma rede laboratorial preparada para receber amostras de casos suspeitos.


Segundo Renata Nóbrega, o principal foco da vigilância ambiental são as ações de prevenção e controle do mosquito transmissor da doença. “Neste momento, solicitamos o empenho das Secretarias Municipais de Saúde a realizarem o Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) e o Levantamento de Índice (LIA) até o dia 27 de outubro de 2014, conforme solicitação do Ministério da Saúde”, lembrou.


No caso do surgimento dos sintomas da chinkungunya, a exemplo de febre alta, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos; podendo ocorrer também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa que, dependendo da necessidade, solicitará exames que comprovem ou não a doença.

Casos no Brasil - Segundo o Ministério da Saúde, até o dia 11 deste mês, foram registrados 337 casos da doença no Brasil, sendo 87 confirmados por critério laboratorial (exames) e 250 por critério clínico-epidemiológico (sintomas). Do total, são 38 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.


Os outros 299 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, chamados de autóctones, 17 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 274 no município de Feira de Santana (BA), sete em Riachão do Jacuípe (BA) e um em Matozinhos (MG).


A doença - A febre chikungunya tem sintomas similares aos da dengue, como febre alta, mal-estar e dores nos músculos, ossos e articulações. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado pelo Aedes aegypti. Caso a pessoa seja picada novamente no decorrer dos primeiros cinco dias dos sintomas, ela passa o vírus para o mosquito, que pode retransmiti-lo a outras pessoas.

A chikungunya é comum em algumas regiões da África e, atualmente, é epidêmica em ilhas do Caribe. Ao contrário da dengue, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas por até um ano.

No que diz respeito a casos de morte, em comparação à dengue, a letalidade da chikungunya é bem mais baixa.


Secom-PB

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