Relatório da Agência Executiva de Gestão das Águas aponta que 54 dos 123 reservatórios do Estado estão em situação de risco.
Enquanto a maioria dos açudes está em situação crítica, apenas quatro dos monitorados pela Aesa estão sagrando
Desses 54 reservatórios que estão com pouco volume, 20 praticamente
não oferecem mais qualquer tipo de fornecimento, já que a água acumulada
é inferior a 5% da capacidade. Nos municípios de Taperoá e São José do
Sabugi, o índice chegou a 0% de reserva.
De acordo com o setor de monitoramento da Aesa, a região mais
atingida ao longo desse ano pelo grande número de cidades que sofreram
sem os açudes acumularem água foi o Cariri e o Curimataú paraibanos,
onde choveu apenas dentro da média esperada, que era de até 300 mm.
Prova disso foi a decisão de iniciar o racionamento de água em Cuité e
Nova Floresta, no Curimataú, que estão fazendo rodízio de
abastecimento, ficando 24 horas com água e 24 horas sem.
Já nas cidades de Esperança e Remígio, além dos distritos de Lagoa do
Mato, São Miguel e Cepilho, são três dias consecutivos com água nas
torneiras por semana e quatro dias sem, de acordo com dados fornecidos
pela Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa).
Enquanto a maioria dos açudes está em situação crítica, apenas quatro dos monitorados pela Aesa estão sagrando.
Números coletados na segunda quinzena desse mês de agosto apontaram
que Araçagi, com mais de 63 milhões de metros cúbicos, Gramame/Mamuaba,
no município do Conde, com mais de 56 milhões, Jangada, localizada na
cidade de Mamanguape, com 470 mil metros cúbicos, e Olho D'água com 868
mil metros cúbicos, no município de Mari, estão sagrando.
Já o maior reservatório do Estado, Epitácio Pessoa, que fica na
cidade de Boqueirão, está com apenas 30% de sua capacidade, dos mais de
411 milhões de metros cúbicos de água, ele está comportando 124 milhões.
Com o Jornal da Paraiba
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