Empreendimento captou cerca de R$ 7 milhões do FNE, uma linha de crédito criada para atividades de apoio à Copa do Mundo.
A PF tem convicção de que houve fraude no caso. “Temos convicção
absoluta”, confirmou o delegado responsável pelas investigações,
Leonardo Paiva. Segundo ele, os recursos deveriam ter sido aplicados na
construção de um hotel na Capital paraibana, mas seu uso foi comprovado
com notas fiscais falsas. “Cumprimos ordens judiciais de busca e
apreensão na casa dos investigados e no estabelecimento comercial para
tentar identificar provas que mostrassem como se deu a fraude”,
complementou.
A operação deflagrada nesta terça-feira recebeu o nome de "Gol Contra". A
suspeita de fraude surgiu em fiscalização de rotina da Controladoria
Geral da União, e os mandados executados pela PF encontraram notas
fiscais frias e R$ 130 mil em espécie. Computadores e documentos foram
apreendidos para análise.
“Já sabemos que um empresário de Brasília está à frente do esquema.
Resta saber se o sócio dele também fez parte e se os funcionários do
Banco do Nordeste do Brasil foram negligentes ou se participaram”,
afirmou Leonardo Paiva.
Essa análise é o próximo passo na investigação. Computadores e
documentos passarão por averiguação da perícia da PF, e esse processo
pode levar de 60 a 90 dias. Até aqui, quatro pessoas estão sendo
investigadas.
“Muitos valores foram objetos de notas frias, superfaturamento e
aquisições com valor abaixo do que deveria ter sido feito. Para obter um
financiamento, eu apresento um projeto e digo que preciso de R$ 1
milhão para um sistema de ar condicionado. O banco me dá R$ 1 milhão,
mas eu vou lá e compro por R$ 200 mil. Para onde vão os outros R$ 800
mil?", questionou o delegado da Polícia Federal.
As quatro pessoas que estão sendo investigadas ainda darão depoimentos à
Polícia Federal. Se o crime contra o sistema financeiro nacional for
confirmado, elas podem ser indiciadas e pegar até oito anos de reclusão.
UOL
Área do visitante (
Nenhum comentário:
Postar um comentário