Cícero disse que, até o momento, ele e o PSDB tem priorizado a
pré-candidatura de Cássio ao Governo do Estado. “É mais importante para a
Paraíba a candidatura de Cássio. Se ele não fosse candidato, não
existiria minha candidatura. Por isso que alguns me perguntam se eu vou
desistir, porque eu tenho falado mais da candidatura de Cássio do que da
minha”.
Segundo Cícero, é chegada a hora da definição da candidatura ao Senado.
“As definições estão ocorrendo por etapas. A primeira etapa foi a da
candidatura de Cássio e conseguimos superá-la. Agora vem a segunda
etapa, que é a colocação de minha candidatura. Os suplentes virão de uma
composição que Cássio verá com os partidos”.
O recado mais duro para Cássio e para o próprio PSDB se deu quando
Cícero foi questionado sobre a garantia de que ele será o candidato ao
Senado, na chapa encabeçada por Cássio, considerando que o próprio
Cássio está mantendo contatos com outros partidos e lideranças, a
exemplo de Wilson Santiago, em busca da ampliação do tempo de TV para a
sua candidatura a governador.
“Tem Wilson Santiago, que está se oferecendo para qualquer um, né. Eu
não. Eu só sou candidato ao lado de Cássio. Minha história não dá para
se comparar com 40 segundos de televisão, a minha história é maior que
40 segundos de televisão”.
Ele criticou o atual governador e disse que Ricardo Coutinho vai usar a
máquina do estado para se reeleger. “Ricardo Coutinho não vai ter
limites. Ele não vai medir esforços nem recursos para se manter no
cargo. Alguns irão nesse barco, mas a consciência do povo não será
vendida. Pode até receber o dinheiro que eles estão dizendo que tem e
estão dispostos a dar, mas no final vão decidir pelas suas
consciências”.
Cícero foi mais além e cobrou lealdade de Cássio e do PSDB. “Tenho sido
sempre correto em minha vida pública. O próprio Cássio já declarou que
eu fui correto com ele em 2010, quando discutíamos a questão da
candidatura própria ou do apoio a Ricardo Coutinho. Cássio perguntou se
eu votava em Ricardo caso não fosse ao segundo turno. Eu disse que não,
pelos motivos que a Paraíba inteira conhece, não concordo com o jeito de
Ricardo governar, massacrando o povo e desrespeitando os paraibanos.
Por isso ele decidiu retirar a minha candidatura. Mas eu fui coerente,
votei em Cássio para senador”.
Cícero criticou o que ele considera um abuso do governador Ricardo
Coutinho, no uso de verba pública para fazer propaganda. “Um governo que
já gastou 140 milhões de reais com propaganda e que pretende gastar
mais 50 milhões de reais com propaganda este ano, até a eleição, um
governo que prefere gastar mais de 200 milhões de reais com propaganda,
enquanto faltam mamógrafos na rede pública de saúde? Quantos hospitais
daria para equipar com esse dinheiro? Quantas ambulâncias daria para
comprar com esse dinheiro? Mas ele prefere gastar esse dinheiro todo com
propaganda, só para dizer que ele é bom?”, questionou o tucano.
Cícero Lucena citou várias promessas feitas por Ricardo Coutinho na
campanha de 2010 e que, segundo ele, até agora não foram cumpridas. “O
símbolo das promessas de Ricardo Coutinho é a saúde pública, mas não
podemos negar que o governo é completamente falho na segurança pública.
Quando você vê no youtube que o governador, na época candidato, em 2010,
diz que ele mesmo, não é secretário não, é ele mesmo, iria para as ruas
resolver a questão da insegurança em seis meses, e hoje vemos um estado
completamente entregue à bandidagem, temos que lamentar profundamente”.
E finalizou reforçando as críticas à área de segurança pública da
Paraíba. “A única promessa que esse governo cumpriu foi aquele trecho da
música que dizia ‘levante a mão, levante a mão’. Só que a gente não
sabia que era para ser assaltado”.
Com o Blog do Carlos Magno
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