O
líder do governo na Assembleia Legislativa (ALPB), deputado estadual
Hervázio Bezerra (PSB), informou nesta terça-feira (18) que já começou
as sondagens para ampliar a bancada da situação. Para o líder, é
inegável que o governador vá ter dificuldades caso se configure
realmente o rompimento com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB).
“Em nível de Assembléia hoje eu tenho um perfil bastante
razoável e aproximado da realidade em relação de quem fica com quem.
Afinal, eu seria idiota se não soubesse o perfil de cada um”, pontuou
Bezerra.
Em relação aos revezes que podem acontecer caso haja o
rompimento, o líder admite que haverá muita dificuldade de Coutinho na
relação com Casa de Epitácio Pessoa.
“É lógico que sim, vamos sentir esse reflexo. Cada ser
humano tem um DNA e uma forma de agir e pensar. Eu jamais fiquei em cima
do muro. Nós conseguimos, no início, mesmo com minoria, vencer matérias
importantes, e depois conseguimos a maioria. Eu seria ingênuo em dizer
que se houver o rompimento não teremos dificuldade”, explicou.
Questionado se já está em campo para melhorar o saldo de
deputados para a situação, Bezerra revelou: “Nós trabalhamos para
ampliar os apoios. Já estou trabalhando”, apesar de considerar que a
matemática é estreita.
Para explicar as dificuldades em torno dos apoios,
Hervázio deu como exemplo três cidades do estado, Guarabira, Cajazeiras,
Monteiro e Sousa.
“Se formos tentar uma aproximação em Guarabira com
Raniery Paulino (PMDB), podemos perder Leia Toscano (PSB). Em Monteiro
convivemos com João Henrique (DEM), mas isso impossibilita uma
aproximação com Carlos Batinga (PSC). Jeová (PSB) veio para o governo em
função de Zé Aldemir (PEN) romper. Em Sousa como atrair André Gadelha
(PMDB) se temos como aliado Lindolfo Pires (DEM)? Então não é uma coisa
tão fácil e simples. Não adianta cobrir um santo e descobrir outro. O
universo é muito restrito, são 36 cabeças. É difícil até pela acomodação
política da região”, finalizou.
Desgaste – Para o deputado um rompimento também iria
tirar estrelas tucanas que têm contribuído muito com o governo
socialista, caso do secretário Gustavo Nogueira (Planejamento) e Luzemar
Martins (Controladoria).
“O PSDB contribuiu em muito com o governo de Ricardo.
Quer melhor exemplo que um secretário como Gustavo Nogueira. Assim como
Luzemar Martins, que fica nos bastidores. Estou falando no primeiro
escalão, mas tem segundo, terceiro e quarto escalão. São pessoas que
contribuíram com o governo”, finalizou.
Com Paulo Dantas
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