Federação dos Servidores vai acionar a Justiça para pedir bloqueio de verbas.
Ao todo, a federação aponta que o problema poderá afetar
cerca de 40 mil servidores em mais de 60 prefeituras entre os 223 municípios do
Estado. De acordo com o presidente da Fespmpb, Francisco de Assis Pereira, o
levantamento foi feito a partir das denúncias recebidas pela federação, que são
encaminhadas pelos sindicatos que integram a entidade ou feitas diretamente por
servidores públicos de várias partes do Estado.
Entre os municípios com pendências estão Queimadas e
Massaranduba, na região do Agreste, além de Lagoa, no Sertão do Estado e
Marcação na Zona da Mata paraibana.
O balanço que nós temos aponta que mais de 30% das
prefeituras estão sem pagar o 13° salário e estão sem perspectiva de pagar até
o final do ano, infelizmente. Muitos servidores nos relatam que não conseguem
sequer manter contato com os prefeitos nessa época do ano, informou Pereira.
A federação orienta os sindicatos para que recorram à
Justiça para obrigar que as prefeituras regularizem o 13° salário. Os
sindicatos devem entrar na Justiça para pedir o bloqueio de recursos para
exigir o direito constitucional dos servidores. O gestor que não pagar o décimo
terceiro dentro do prazo pode responder por improbidade administrativa, alertou
o presidente da Fespmpb, lembrando que o salário de dezembro também deve ser
pago dentro do mês trabalhado.
SINTAB
O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste
da Borborema (Sintab), que representa os servidores de 15 prefeituras na região
de Campina Grande, informou que vai aguardar até a próxima segunda-feira, 30,
para mover as ações judiciais.
Segundo Napoleão Maracajá, vereador em Campina Grande e
presidente do Sintab, o atraso afetou principalmente os funcionários da saúde
em Massaranduba e Queimadas.
Vamos aguardar o pagamento, mas é algo que não tem
justificativa. É um desrespeito ao servidor porque a gestão tem de guardar um
percentual todos os meses para pagar o 13°. Se não paga é porque não fez a
reserva ou utilizou estes recursos para outros fins, avalia o sindicalista Napoleão
Maracajá.
Com o Jornal da Paraiba
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