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20 setembro 2013

‘Foi aterrorizante’, PM detalha sequestro no Retão e lamenta fim trágico: deviam estar trabalhando

Humilde, o soldado Valdomiro Bandeira que reagiu a um seqüestro, matou um bandido e deixou o outro ferido gravemente nesta quarta, rejeitou a alcunha de herói, disse que não se orgulha do que aconteceu e apontou que outros companheiros já ‘fizeram ações bem mais dignas’ que a dele.
Em entrevista ao repórter Washington Luis nesta sexta (20), o Policial Militar destacou os momentos de terror que passou nas mãos dos bandidos temendo perder a vida caso fosse descoberto que ele era PM. Bandeira ressaltou que só reagiu quando os bandidos estavam próximos de descobrir sua identidade.
“Foi um momento aterrorizante, uma das piores situações que já passei na vida. Não desejo a ninguém. Foi um momento terrível”, revela.
Bandeira contou que o ponto crítico do seqüestro foi quando eles pararam no banco e começaram a vasculhar a mochila e a carteira dele. “Percebi que eles iriam me identificar como Policial Militar, passei a temer pela minha vida e Deus guiou minha mão para que tudo desse certo naquele momento”, conta.
O soldado lamentou o ocorrido e pediu colaboração da sociedade no combate ao crime, já que para ele ‘isso não deveria ter acontecido’. “São três pessoas que deveriam estar trabalhando, estudando ou fazendo outra atividade, mas infelizmente estavam nessa situação realizando crimes. A gente não espera isso da sociedade”, lamenta.
“Não me orgulho do que aconteceu. Fui uma vitima desses três elementos e tive a condição de reagir e salvar minha vida e infelizmente o desfecho que houve não era o desejado, mas foi o necessário naquele momento”, explica. O soldado pediu o reconhecimento da população à categoria e também que os companheiros se dediquem, motivem e respeitem o compromisso assumido com a sociedade.

Marília Domingues / Washington Luis

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