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17 maio 2013

Para preservar aliança com RC, Cássio tem ‘carta na manga’ que pode provocar reviravolta na política da PB


Para preservar aliança com RC, Cássio tem ‘carta na manga’ que pode provocar reviravolta na política da PB
Fonte revela que Cássio Cunha Lima planeja ser candidato em 2014 a Senado Federal abrindo vaga para aliados políticos


Quem pensa que o senador Cássio Cunha Lima estaria disposto a fazer o caminho de volta ao Palácio da Redenção, pode estar enganado. Diferente do que defende alguns tucanos, como o deputado Ruy Carneiro e o senador Cícero Lucena, pode ser candidato em 2014, só que ao Senado Federal.

Segundo o renomado advogado Marco Souto Maior Filho, em contato com o portal PB Agora, nesta sexta-feira (17), tal alternativa é possível sim no âmbito da justiça eleitoral, e caso Cássio decidisse por essa opção, ele não sofreria restrições. Souto Maior, no entanto, atenta que o senador é considerado por alguns juristas como inelegível, já por outros, ele é considerado elegível e, diante da dúvida, seria alvo de ações de impugnações dos adversários que se sentissem lesados com a ‘manobra’.

A possibilidade de uma repetição da candidatura ao Senado da República foi revelada por uma alta fonte ligada à família Cunha Lima que confidenciou a um jornalista de Campina Grande que a postulação do líder tucano da Paraíba poderá ser novamente ao legislativo e não ao executivo.


Para ser candidato a senador mesmo estando no exercício do mandato que se estende até 2018, o tucano teria que fazer uma grande obra de engenharia política para beneficiar aliados políticos de peso, evitando ainda o rompimento com o governador Ricardo Coutinho (PSB), com uma candidatura ao governo em 2014.




Confiante na votação que obteve na última eleição, em que conseguiu mais de um milhão de votos, ele estaria prestes a convocar mais uma vez, os seus eleitores a irem às urnas.

A engenharia teria como primeiro passo a licença de CCL do mandato de senador para ir à disputa, atingindo o seu primeiro objetivo, que é beneficiar o seu suplente, Deca do Atacadão (PSDB).

Em caso de vitória, Cássio teria mandato assegurado até 2022, e daria de mão beijada ao empresário Deca, quatro anos de mandato em Brasília, ocupando um dos cargos mais cobiçados do país.

O segundo beneficiado seria o atual secretário de Planejamento do Estado, Efraim Morais (DEM), que iria para eleição do próximo ano como candidato a primeiro suplente de CCL.

Já o vice-governador Rômulo Gouveia (PSD) continuaria na vice e o vice prefeito Ronaldo Cunha Lima Filho continuaria no executivo municipal, pondo assim fim às especulações.

Mais do que beneficiar dois grandes aliados, Cássio também aborataria os sonhos de Wilson Santiago de voltar ao Congresso Nacional, e ainda poderia entrar para a disputa ao governo do Estado em 2018 como franco atirador, evitando um confronto direto com seu aliado Ricardo Coutinho. O senador já declarou em entrevista que sonha em voltar a governar a Paraíba, já que teve seus planos interrompidos ao ter seu mandato a frente do executivo estadual cassado, segundo ele, injustamente.


 

PB Agora

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