Os desembargadores passaram a manhã
reunidos e, dos 19, 15 votaram pela prisão, dois se retiraram da sessão
por se julgarem suspeitos, uma está de férias e a presidente só votaria
em caso de empate.
Com a decisão, o juiz vai continuar detido no Centro de Ensino da Polícia Militar, em Mangabeira.
Com a decisão, o juiz vai continuar detido no Centro de Ensino da Polícia Militar, em Mangabeira.
Segundo o superintendente da Polícia
Federal na Paraíba, Marcelo Diniz Cordeiro, a quadrilha agia de maneira
organizada, podendo ser considerado um “sindicato” do crime. “O juiz
concedia alvarás com muita celeridade para os advogados que faziam parte
do grupo com a intenção de proporcionar astreintes para uma das partes.
O dinheiro proveniente destas astreintes ficava quase em sua totalidade
com o advogado, que, em alguns casos, repartiam com o juiz”, explicou.
O esquema de alvarás e astreintes
acontecia sem nenhum conhecimento da pessoa responsável pela ação
judicial ou por meio de ações promovidas em nome de “laranjas”, pessoas
que não sabiam que tinham seu nome usado para promoção de ações
judiciais, de acordo com o delegado responsável pela investigação,
Felipe Alcântara.
As prisões aconteceram em João Pessoa e
Brasília, simultaneamente nesta quinta-feira (18). O inquérito judicial
foi conduzido pelo desembargador Joás de Brito Pereira, com o apoio da
Justiça Federal e do Ministério da Justiça. A Polícia Federal ainda não
sabe a quantia que o grupo arrecadou com o esquema de astreintes, embora
tenha sido apreendido no escritório de um dos advogados presos uma
grande quantidade de alvarás que somavam cerca de R$ 400 mil.
O delegado da Polícia Federal
responsável pela Astringere, Felipe Alcântara, afirmou que o grupo
criminoso agia não apenas pelo lucro financeiro, mas também por troca de
favores. “Os envolvidos na quadrilha não tinham interesse apenas no
dinheiro proveniente das astreintes, havia uma troca de vantagens entre
os integrantes. Por exemplo, o delegado e um dos quatro advogados presos
na operação trabalharam na campanha política eleitoral do filho do
magistrado. O delegado oferecia favores a presos, em troca de votos para
o filho do magistrado”, explicou o delegado da PF.
G1 PB
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