O peemedebista disse que naquele momento o partido apoiou a postulação de Ricardo Coutinho sob a condição de que o PMDB teria a vice, tanto para a chapa de 2004, quando para a chapa à reeleição de 2008, no entanto, o grupo girassol decidiu quebrar o acordo e emplacar uma chapa puro sangue na disputa sucessória.
Indagado se, após a traição, teria se arrependido de ter feito a composição com Ricardo Coutinho em 2004, Maranhão disse que não.
“Naquele momento eu não tinha como prever o futuro, eu não sabia que ele iria quebrar a palavra depois de nós termos cumprido a nossa. Eu não me sinto arrependido, até porque em politica você não pode fazer previsões em longo prazo e aquela aliança foi à estratégia daquele momento”, destacou.
Maranhão deixa claro que Ricardo Coutinho se recusou a manter a vice do PMDB e ainda se recusou a apoiar a candidatura da sigla na disputa estadual.
“Se eu soubesse do futuro eu teria arrependimento, mas como eu não sabia, não era possível ter essa previsibilidade matemática na politica, assim como dois e dois é igual a quatro. Se faz a politica com base no respeito mutuo, na confiança, isso é um fator fundamental e nós confiamos na palavra que nos foi dada”, asseverou.
Sobre a possibilidade de vir a repetir a aliança com o Mago, Maranhão foi enfático.
“Quando se faz um acordo é porque você tem confiança e eu levei o meu partido para fazer de Ricardo Coutinho o prefeito de João Pessoa, nós confiávamos nele e infelizmente isso não aconteceu e ai não caberia isso novamente se repetir, pelo menos com ele não”, finalizou.
Henrique Lima/ Márcia Dias
PB Agora
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