
Em
dia histórico para as trabalhadoras domésticas do Brasil, o senador
Vital do Rêgo (PMDB-PB), comemorou muito a aprovação na Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da proposta de emenda à
Constituição (PEC 66/2012) que assegura aos empregados domésticos os
mesmos direitos já garantidos aos demais trabalhadores. A proposição
segue agora para votação em Plenário.
Presidente da CCJ, Vital do Rêgo se empenhou para que a PEC entrasse na
pauta de votação, sendo um dos responsáveis pela aprovação da matéria. O
senador agora promete articular a aprovação na PEC no Plenário do
Senado. Para isso, ele já conversou com alguns senadores do PMDB e de
outros partidos, estando confiante de que a matéria irá a plenário ainda
neste mês de março.
Com a consciência do dever cumprido, Vital comemorou via twitter a
aprovação. “Aprovada a PEC das Trabalhadoras Domésticas na CCJ, a
matéria agora vai ao Plenário do Senado. Feliz por saber que estamos
ampliando os direitos dos trabalhadores do Brasil”, postou.
O texto aprovado é o mesmo que veio da Câmara dos Deputados, com o
acréscimo feito pela relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a
partir da emenda apresentada pelo senador Paulo Bauer, considerada por
consenso como emenda de redação, o que evitará que o texto retorne à
Câmara.
Pelo texto aprovado, com esforço do presidente da CCJ, as domésticos
terão direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), jornada
semanal de 44 horas, com oito horas diárias de trabalho; remuneração do
trabalho noturno superior ao do diurno, remuneração mensal nunca
inferior ao salário mínimo; proibição de qualquer discriminação em
função de sexo, idade, cor, estado civil ou deficiência; e pagamento de
hora-extra em valor, no mínimo, 50% acima da hora normal.
A proposta de emenda à Constituição (PEC 66/2012) foi o primeiro item da
pauta de deliberações da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
desta quarta-feira (13). A reunião foi aberta pelo presidente do
colegiado, senador Vital do Rêgo que destacou a importância da
proposição para fazer justiça social a milhões de trabalhadores do país.
Em seguida foi relatório apresentado pela senadora Lídice da Mata
(PSB-BA) à proposta de emenda à Constituição (PEC 66/2012) que assegura
às empregadas domésticas os mesmos direitos já garantidos para outros
trabalhadores.
Defensor da PEC, Vital do Rego que foi representante do Senado na 100º
Conferência da Organização Mundial do Trabalho (OIT), assegurou que a
proposta vai mudar positivamente a situação dessas trabalhadoras que
passarão a ter um tratamento mais digno com mesmos direitos de outros
trabalhadores do país.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro do ano passado, a PEC
chegou ao Senado em dezembro e está em análise na Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta modifica o parágrafo
único do artigo 7º da Constituição,.
A categoria reúne atualmente cerca de 7 milhões de brasileiros, sendo a
maioria - 93% - formada por mulheres. Desses, somente 2 milhões
trabalham com carteira assinada. De acordo com o Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), entre 1999 e 2009, o percentual de empregados
domésticos formalizados aumentou timidamente de 23,7% para 26,3%.
Assessoria
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