“Hoje,
pasmem, o chefe maior da segurança pública no Estado veio a público e
jogou a toalha, confessou o que tanto nos assombrava: A polícia não
chegou a lugar algum e agora oferece “prêmio” para quem fornecer pistas
de onde se encontra Fernanda Ellen, mas após dois meses e sete dias
Secretário, é confissão de desconcertante inércia ou falta de habilidade
no trato das ações de inteligência, fenômenos de sua polícia, que sem
dúvida, aumentaram a aflição e a amargura daquela família” afirmou Marinho Mendes.
Sobre
a incompetência da polícia nessa investigação, o promotor foi mais
além, ao revelar que diante de pistas que poderia levar a localização da
menor, a polícia sequer foi averiguar o caso: “O Secretário
de Segurança não sabe, mas nós sabemos de revelações que poderiam
esclarecer a lastimosa ocorrência e foi a família amargurada pelo evento
cruel e tomado de intensa dor quem nos disse: A polícia não deu ouvidos
para um local que não direi a situação, onde possivelmente a infante
ainda esteja em cativeiro. Lá existem moradores clandestinos, é um
prédio abandonado habitado por pessoas sem teto e onde um homem foi
visto entrando com uma menina. Isto é verdade, estivemos lá, checamos o
cenário, mas não transpusemos os muros, mas se o fizéssemos, recairia
sobre a pecha de exibidos, de usurpadores e de pessoas inaptas para
averiguar o que só a polícia pode fazer e pior, alguém ainda diria que
nós do CEDHP fomos a causa do insucesso policial, anotando-se que o pai
já sonhou várias vezes com a menina lá, já teve visões mesmo, nas quais
acredita cegamente”.
Mais revelações de Marinho Mendes
O
promotor revelou ainda que o vigilante da escola que chegou a ser
detido, simplesmente desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro: “O
vigia suspeito, depois de escutado uma vez só pela polícia sumiu,
escafedeu-se, nunca mais foi visto, estamos tentando localizá-lo, é da
Baia da Traição e possivelmente tenha ido lá para se subtrair a novas
devassas inquisitoriais, pois investigações se faz interrogando uma vez,
duas vezes até que se chegue a uma conclusão, via análise do discurso,
seja positiva, seja negativa e não foi o caso. E mais, se a menina foi
vista saindo do colégio e o local onde a família sempre suspeitou que
ela se encontre em cárcere privado ou lá tenha estado, é de fácil acesso
para quem sai do colégio e conheça seus labirintos, porque os
investigadores não se moveram das cadeiras estofados e foram até lá?.
Leia abaixo a postagem completa do promotor Marinho Mendes no facebook
FERNANDA ELLEN, INÉRCIA POLICIAL E UMA FAMÍLIA AMARGURADA - REVELAÇÕES
Desde
o tristonho dia em que a quase criança Fernanda Ellen desapareceu do
Colégio onde estudava no Alto do Mateus, nós que fazemos o Conselho
Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba – CEDHPB, já estivemos duas
vezes na casa de sua família, travamos um contato aberto, respeitável e
de muita confiança entre os pais daquela linda menina, cujo
desaparecimento, tem trazido a Fábio Cabral e dona Elisângela Miranda,
seus genitores, o mais amargo de todos os sofrimentos, o de uma hora
para outra, ver sumir do seu convívio a carne de sua carne, o sangue do
seu sangue, uma flor gerada, germinada, educada e amada por tão especial
casal.
Na
casa de Fábio e Elisângela o desalento, a melancolia e desolação
contaminam a todos e as emoções dos mais secos e duros corações afloram
aos borbotões. É uma família despedaçada por infortúnio terrivelmente
pesado e quase impossível de se transportar.
Na
casa de Fábio e Elisângela, isto me tocou para sempre, o irmãozinho de
Fernanda Ellen, de pouco mais de três anos, tem seus olhos vidrados no
desenho que passa na televisão, mas seu cenho fechado e triste, denota
que no seu âmago as coisas não estão bem, ele demonstra a olhos nus, que
algo de muito misterioso, o de uma perda mais do que irreparável povoa o
seu coraçãozinho de mágoa, de dor, de imensa dor. A ausência da irmã
lhe atingiu em cheio, a criança acusa o golpe com seus olhares
penetrantes e agudamente espreitadores, demonstrando que sua alminha de
anjo, está angustiada, espantada, como se a dizer: “minha irmãzinha não
merece castigo tão insólito, tragam ela para mim novamente”.
O
Secretário de Segurança não sabe, mas nós sabemos de revelações que
poderiam esclarecer a lastimosa ocorrência e foi a família amargurada
pelo evento cruel e tomado de intensa dor quem nos disse: A polícia não
deu ouvidos para um local que não direi a situação, onde possivelmente a
infante ainda esteja em cativeiro. Lá existem moradores clandestinos, é
um prédio abandonado habitado por pessoas sem teto e onde um homem foi
visto entrando com uma menina. Isto é verdade, estivemos lá, checamos o
cenário, mas não transpusemos os muros, mas se o fizéssemos, recairia
sobre a pecha de exibidos, de usurpadores e de pessoas inaptas para
averiguar o que só a polícia pode fazer e pior, alguém ainda diria que
nós do CEDHP fomos a causa do insucesso policial, anotando-se que o pai
já sonhou várias vezes com a menina lá, já teve visões mesmo, nas quais
acredita cegamente.
Mais
revelações: O vigia suspeito, depois de escutado uma vez só pela
polícia sumiu, escafedeu-se, nunca mais foi visto, estamos tentando
localizá-lo, é da Baia da Traição e possivelmente tenha ido lá para se
subtrair a novas devassas inquisitoriais, pois investigações se faz
interrogando uma vez, duas vezes até que se chegue a uma conclusão, via
análise do discurso, seja positiva, seja negativa e não foi o caso, .
E
mais, se a menina foi vista saindo do colégio e o local onde a família
sempre suspeitou que ela se encontre em cárcere privado ou lá tenha
estado, é de fácil acesso para quem sai do colégio e conheça seus
labirintos, porque os investigadores não se moveram das cadeiras
estofados e foram até lá?.
Em
Bayeux, uma adolescente sumiu nas mesmas circunstâncias de Fernanda
Ellen, sabemos do caso, ela foi encontrada em Pernambuco, perambulando
pelas ruas de Olinda, após ser levada por um motorista alternativo, e
por qual motivo essas investigações não se abrem para essas variantes,
ela é monovariante, quando não deveria ser.
E
ainda, existem fundadas suspeitas de que um motorista alternativo, cujo
nome foi informado pela família tenha envolvimento com o fato, mas
ouviram esse homem uma vez e deixaram para lá, numa demonstração de que
ocorria aquilo que sempre temíamos: falta de diligências, de empenho, de
busca do dado negado e esse dado pode se encontrar perto ou pode ter
sido perdido por falta de alguém que fosse buscá-lo.
Hoje,
pasmem, o chefe maior da segurança pública no Estado veio a público e
jogou a toalha, confessou o que tanto nos assombrava: A polícia não
chegou a lugar algum e agora oferece “prêmio” para quem fornecer pistas
de onde se encontra Fernanda Ellen, mas após dois meses e sete dias
Secretário, é confissão de desconcertante inércia ou falta de habilidade
no trato das ações de inteligência, fenômenos de sua polícia, que sem
dúvida, aumentaram a aflição e a amargura daquela família e até penso: a
acrimônia do irmãozinho, com seus olhos vidrados e rosto sofrido,
revela que ele sabe que temos uma polícia incapaz de desvendar o
mistério que cerca o desmalhado do diamante que habitava sua casa e é
sangue do seu sangue, o seu tesouro nascido das mesmas entranhas que o
trouxe a esse mundo de tantos enigmas e esfinges, que a sua polícia não
aprendeu a desvelar.
Clilson Júnior
ClickPB
Área do visitante (
Nenhum comentário:
Postar um comentário