Polícia Civil prende homem que confessou ter assassinado o Palhaço Pirulito
Câmeras
de segurança instaladas nas proximidades do local do crime ajudaram a
polícia a identificar o acusado. De acordo com o titular da Delegacia de
Homicídios, Everaldo Medeiros, os equipamentos filmaram o momento em
que Wallisson saiu do apartamento da vítima com duas bolsas.
“Testemunhas em seguida assistiram as filmagens e confirmaram que uma
das bolsas pertencia ao ator”, comentou.
Além
da bolsa, o garçom roubou um notebook e um celular pertencentes ao
ator, o que foi decisivo para que a polícia chegasse à autoria do crime.
“Com a ajuda do Serviço de Inteligência conseguimos identificar que o
celular roubado da vítima estava sendo usado e, com a autorização da
Justiça, gravamos e rastreamos as ligações chegando ao primo de
Wallisson para quem este vendeu os objetos roubados”, revelou Wagner
Dorta, gerente executivo de Polícia Civil Metropolitana que acompanhou
toda a investigação.
Chamado
à delegacia para prestar esclarecimento, o primo do acusado afirmou ter
comprado os objetos das mãos do garçom e, em seguida, o reconheceu nas
filmagens. “Com a confirmação, nossa equipe realizou a prisão de
Wallisson que confessou todo o crime com riqueza de detalhes. O que
chamou atenção foi a frieza com que ele narrou ter praticado um crime
sem ter dado nenhuma chance de defesa à vítima que foi assassinada
dormindo”, analisa Everaldo Medeiros.
Latrocínio -
Diante do furto da bolsa e de outros objetos da vítima, a linha de
investigação confirmada pela polícia foi a de latrocínio, ou seja, roubo
seguido de morte. “Ainda levantamos as hipóteses de crime homofóbico,
já que a vítima era homossexual, e de crime passional, mas ao longo das
investigações concluímos que o crime se caracteriza mesmo como
latrocínio”, esclareceu o delegado Marcelo Falcone, que presidiu o
inquérito.
Segundo
as investigações, além de ser garçom, o acusado costumava trabalhar
como garoto de programa na orla da Capital e já conhecia a vítima.
“Sabemos que eles passaram em um bar antes de seguirem para o
apartamento. Eles teriam discutido provavelmente por causa do valor do
pagamento do programa e o garçom esperou a vítima dormir para cometer o
crime e roubar os objetos”, observou Marcelo Falcone. De acordo com o
delegado, “alguns casos envolvendo homossexuais seguem esse padrão, mas o
motivo do crime é principalmente patrimonial”.
Secom
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