PMSR tem sessenta dias para resolver problemas da pasta saúde no município
Falta de medicamento e ambulâncias,
fechamento do pronto socorro de fraturas, a necessidade da abertura de
um hospital infantil, regulamentação de algumas unidades do Programa de
Saúde Familiar (PSF) e por fim a diminuição dos serviços prestados por
falta de pagamento no Hospital e Maternidade Flávio Ribeiro Coutinho.
Estes foram os problemas apresentados pelos vereadores; Josa de Nezinho e
Irmão Jauires (PTC), Genival Guedes (PSD), Bebé (PTdoB), Missinho do
Bode (PCdoB), Vanda de Olavo (PTdoB), João Júnior e Aurian Lima (PSB). A
conselheira Tutelar Maria Luiza, em denúncia, expôs o problema da falta
de remédio controlado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAP’s), a
assessoria da Secretaria de Saúde defendeu-se dizendo que pouco mais de
um mês já estavam disponibilizados os medicamentos, mas foi rebatido
pelo vereador Jauires, que disse ter checado a pouco mais de uma semana e
o problema continua. Este mesmo vereador no encontro com o secretário
reclamou a falta de ambulância na região do bairro de Odilândia. O
secretário afirmou ter adquirido duas novas ambulâncias, mas iria para
outros locais prioritários, porém estudaria com atenção o pedido do
parlamentar.
Outro grande problema foi o estado de
abandono dos PSF’s de Bebelândia e Lerolândia apresentados por Josa,
Bebé e Missinho. Com fotos e documentos, apresentaram ao secretário que
por sua vez reconheceu o estado lamentável que se encontram os dois
bairros, e pediu um pouco mais de paciência. “paciência nós temos, mas a
morte não, estas pessoas batem a minha porta toda madrugada ou
telefonam quando não podem vir até minha residência”, desabafou Josa.
Ainda acrescentou o presidente da Câmara Municipal de Santa Rita (CMSR);
“para vocês secretários que moram em João Pessoa é conveniente, pois
ninguém vai clamar na sua porta”, após este desabafo de presidente da
câmara começou um embate com o secretário de comunicação Adelton Alves,
que se sentiu agredido verbalmente. Depois de diminuída a tensão o
secretário de saúde disse que tentará resolver estes problemas na medida
do possível.
O diretor da Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) Rodrigo Navarro, que situa-se em Tibiri II alertou
sobre a superlotação deste anexo, que está servindo como válvula de
escape pelo problema gerado em Santa Rita. “A gestão não pode ser
cobrada para resolver todos os problemas em seus quase três meses, mais
vejo que além de não conter, está deixando se agravar”, falou o diretor.
Ainda segundo Rodrigo, no período de janeiro a fevereiro de 2012 a
unidade atendeu 4293 pacientes, neste mesmo período deste ano de 2013 já
foram atendidos 4905.
O coordenador de vigilância ambiental
Luis Carlos apresentou outro problema maior em relação do abandono dos
serviços para conter doenças epidemiológicas como; dengue, Calazar e
esquistossomose no município. Mas foi apresentada por José Maria uma
solução eficaz. Através dos serviços do diretor de vigilância de saúde
Jorge Molena, foi exposto um projeto autossustentável, ou seja, sem
trazer custos para o município que entrará em pauta nestes próximos dias
na CMSR.
O vereador Aurian Lima indignou-se
durante a discursão pela atitude do secretário de comunicação da atual
gestão. “Não suportava ele afirmar que estava tudo bem diante de tantos
problemas e sustentar o sorriso quando estes eram apresentados, ao
contrário do ilustríssimo secretário de saúde que seu semblante
demostrava preocupação”, desabafou o vereador.
Na última representação, foi
apresentado o problema do Hospital Flávio Ribeiro Coutinho e o Pronto
Socorro de Fraturas, e os representantes do executivo disseram que já
esta sendo resolvido.
O promotor Serejo deu um prazo de
sessenta dias para que sejam resolvidos todos os problemas e apresentado
os resultados diante da promotoria, caso contrário medidas mais rígidas
seriam tomadas.
NAHORAPB
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