De acordo com o peemedebista o PT não tem força suficiente para formar uma chapa majoritária para disputa do Governo do Estado
De acordo com o ex-governador, “o PT precisa crescer
muito ainda para ter um candidato”. Segundo ele, para se tornar
postulante ao cargo do chefe do executivo é necessário “força própria e
não apenas o da legenda”. Maranhão destacou que o desejo do PMDB é
formar uma aliança com os petistas, mas salientou que o seu partido não
abrirá mão da cabeça da chapa.
“A legenda do PT na Paraíba não é
de muita força. Ganhou a prefeitura de João Pessoa, mas a Paraíba tem
223 municípios. É preciso considerar isso também, esperamos que o PT
seja nosso aliado, mas evidente que o PMDB não poderá abrir mão da
cabeça de chapa. O nome de maior expressão no PT hoje é o de Luciano
Cartaxo, mas ele não será candidato porque está em início de mandato e
isso não seria visto com simpatia por seus eleitores", disse.
Maranhão
afastou a possibilidade da colocação de três candidaturas para o
Governo. Para ele, na disputa só haverá situação e uma oposição. Apesar
da afirmação, o peemedebista declarou que tem acompanhado os
‘movimentos’ do senador Cássio Cunha Lima, que segundo ele, estuda se
candidatar novamente.
“Cássio se insinua como candidato. Está na
cara que ele se insinua e tem dito às suas amizades e isso acaba
vazando. Ele pode ser um candidato e aí poderia surgir um cenário de
três candidaturas”, contou.
Outro que teve a força de votos
desprezada por Maranhão foi o ex-prefeito Luciano Agra (sem partido).
“Eu vejo a candidatura de Agra da mesma forma que as pessoas vêem. Ele
quer disputar mesmo é outro cargo, no legislativo.
A entrevista
também abordou a ausência do ex-governador Maranhão nos eventos que a
presidente Dilma Rousseff participou na semana passada na Paraíba. O
peemedebista afirmou que faltou estimulo para comparecer as solenidades.
“Não me senti estimulado a participar. Só me sensibiliza o que é de
interesse publico. Até hoje não conheço nenhum projeto da presidente
Dilma para Paraíba. A presidenta e seu Governo ignoraram até agora a
Paraíba”, criticou.
Como exemplo do desinteresse do Governo
Federal, ele citou o atraso na transposição das águas do rio São
Francisco. Para Maranhão, “a questão da seca não se resolve apenas
visitando as obras da transposição”. Dando continuidade as críticas, o
peemedebista desferiu que enquanto “o governo Dilma não olha o problema
da seca, não falta providências, por exemplo, para socorrer a indústria
automobilística”.
Questionado se o PMDB da Paraíba havia rompido
com o PT nacional, Maranhão negou. Ele defendeu que os peemedebistas
tenham olhar crítico para com a gestão da presidente Dilma. “PMDB e PT
não é uma questão terminal, ela pode ser revista”, disparou.
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