O gerente
executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba, Arnaldo Sobrinho, disse
que só falaria sobre o pedido do CEDHPB após ser notificado. “Não chegou
nenhuma documentação na Gerência do Sistema e só pretendemos nos
pronunciar após chegar alguma notificação oficial”, afirmou.
O CEDHPB
afirma que o Roger tem capacidade para no máximo 500 pessoas e
atualmente se encontra com 1.159 presidiários, os quais se encontram
amontoados, sem camas, sem água, sem colchões e em pavilhões sem
iluminação. Para o presidente do Conselho, padre João Bosco, a
superlotação acontece porque o Roger foi criado para ser uma unidade
para presos provisórios, mas isso não funciona na prática. “Quase
ninguém sai de lá, não existe rotatividade no Roger. Não dá para manter
uma cadeia provisória se não tem rotatividade”, ressaltou
De acordo
com o Conselho, no relatório elaborado após visita ocorrida há cerca de
15 dias, que fundamentou o pedido de interdição, foi denunciado também
maus tratos aos presos, pois eles estariam num ambiente impróprio e
inadequado, já que as instalações ultrapassadas são fétidas, insalubres e
profundamente atentatórias à dignidade da pessoa humana.
Na petição
o CEDHPB afirma também que o Governo do Estado está descumprindo no
Roger a Lei de Execução Penal, que prevê o fornecimento de alimentação
suficiente e vestuário, assim como atribuição de trabalho e sua
remuneração, proporcionalidade na distribuição do tempo para trabalho,
para descanso e para recreação, além da assistência material à saúde,
jurídica, educacional, social e religiosa. O órgão fala ainda em
pavilhões com fios expostos e com esgoto correndo a céu aberto.
O padre
João Bosco ressaltou que além dessa petição protocolizada na
segunda-feira existem outras duas ações que pedem a interdição do Roger
tramitando, uma na Justiça Federal e outra na Justiça Comum. “O governo
já sinalizou o desejo de fazer a interdição do Roger, mas para se fazer
isso tem que se criar espaços alternativos”, destacou o presidente do
Conselho dos Direitos Humanos.
Desde o
início de 2013 o Roger tem registrado uma série de problemas. Quatro
presos morreram durante rebeliões e brigas ocorridas no presídio.
G1
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