Ads 468x60px

21 março 2013

Corpo de alpinista pode ser sepultado na Argentina; amigo relata últimos momentos do paraibano

O filho de Josenildo Correia da Silva confirmou que o corpo de seu pai foi encontrado na tarde desta quarta-feira (20), no Parque Aconcágua, na Argentina
Foto: reprodução facebook
Alpinista
O corpo do alpinista paraibano Josenildo Correia da Silva pode ser sepultado na Argentina. A informação é do cunhado dele, Melquíades Nascimento. O motivo, segundo ele, é porque os custos para o translado do corpo são altos e não serão arcados pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
Melquíades afirmou também que a família poderá realizar uma campanha de arrecadação de dinheiro para o custeio da transferência do corpo. "Os custos são muito altos. São três valores: um para levar o corpo do local onde está para o Parque, outro para Buenos Aires e outro para o Brasil. Como o Itamaraty não banca, estamos pensando em fazer uma campanha para receber a ajuda de empresários e do Governo do Estado, já que ele representava a Paraíba", afirmou.
A informação da morte de Josenildo Correia foi dada nesta quarta-feira (20) pelo filho do alpinista, Carlinhos Lott, através da rede social Facebook. Ele estava desaparecido há duas semanas quando escalava o Monte Aconcágua, na Argentina, o mais alto das Américas (6.962 metros de altura). O ministério das Relações Exteriores estava acompanhando o caso e confirmou que não irá custear o translado.
A esposa dele, Alessandra Pereira, já estava retornando à Paraíba quando recebeu a confirmação da morte pela equipe de busca. Ela retornou à Argentina e deve voltar à Paraíba apenas nesta sexta-feira (22).
Josenildo começou a se interessar pelo esporte após conhecer alguns alpinistas por meio de redes sociais. Em 2004, Josenildo tentou subir pela segunda vez a montanha quando teve um princípio de congelamento, porém foi socorrido por um helicóptero.
Um outro alpinista, Ademir Silva, que estava com ele no momento da subida ao Monte, narrou os últimos momentos do alpinista paraibano. Na rede social Facebook, Ademir deixou um recado para a filha dele, Caroline Lott, relatando que não conseguiu continuar a expedição por causa das condições climáticas e, emocionado, falou sobre a tristeza da morte do colega.
"olá , obrigado por me receber em seu perfil , o momento é triste pois perdi alguém que acabara de conhecer , deixo a ti minhas homenagens ao amigo Josenildo Correia da Silva , sim estava com ele nos ultimas dias , onde nosso sonho era escalar o monte Aconcágua , gostaria de ter as respostas das quais talvez agora , possamos saber sobre o desfecho , de sua tentativa de cume , muito aprendi com ele , nos dias em que vivemos lá em cima , ja escalo a algum tempo , e nos conhecemos no dia da viagem , é dificil falar , então me desculpe , como disse ao teu irmão o Carlinhos Lott , dia cinco de março , partimos na tentativa de cume , estavamos a cima de seis mil mts , apenas uma janela de tempo , dez horas de travessia , nos preparamos e a cinco horas da manhã , começamos a subida , andando no gelo , com grampões , a felicidade , não dá pra explicar como marcar um gol , muitas sensações juntas , não tive condições de continuar , a menos vinte graus , descobri que tudo congela , mãos e pés , a respiração , retornei ao abrigo , e esperei pela dez horas , o desfecho agora sabemos , fiquei duas noitas na altitude esperando por ele , procurei retornar com todas as coisas que usavamos , durante as buscas , hoje tive a noticia por uma amigo , nada facil , triste , peço a Deus que ilumine seu caminho por onde vc andar , peço que me perdoe , não tive como conte-lo em sua felicidade , bons ventos , bjo ....", relatou.




Por Felipe Silveira e Hyldo Pereira

Nenhum comentário:

Postar um comentário