Depois da interdição por parte do Ministério Público de uma escola estadual de Campina Grande, um novo escândalo estourou na cidade como reflexo do tratamento inadequado que está sendo dado a educação do campinense. Estudantes da Escola Estadual Raul Córdula localizada no bairro do Cruzeiro, estão sendo obrigados a comprar o fardamento devido ao atraso da remessa a ser enviada pelo governo do Estado.
A farda com a marca da escola Raul Córdula está sendo vendida ilegalmente em uma casa localizada no bairro do Cruzeiro, a alguns metros do educandário. O material confeccionado em uma fábrica da cidade, deveria ser distribuído de graça pelo governo do Estado, visto que o Ministério da Educação e Cultura envia uma verba específica para a distribuição do fardamento.
A proprietária do estabelecimento revelou via telefone, que o pedido pelo fardamento foi feito pelos próprios pais dos alunos devido ao atraso na remessa do governo do Estado. Isso porque o ano letivo já foi iniciado, e os alunos são obrigados a usar a farda para ter acesso a escola.
Para ter direito a camisa do Raul Córdula, os pais precisam efetuar o pagamento antecipado e a vista. A proprietária da loja que pediu para não se identificar contou ainda que o material é fabricado em uma fábrica de fundo de quintal instalada no bairro de José Pinheiro.
O diretor da escola Robilsom Tibério, confirmou que o fardamento do governo ainda não foi entregue. Para isso, a direção solicitou que os alunos passagem a usar camisa padrão de cor branca para terem acesso a escola. “Até o momento nós não recebemos nenhuma notícia de entrega de fardamento. Acredito que em breve o governo entregue. Nós estamos exigindo agora nesse momento aos alunos entrarem com uma blusa de cor branca para uniformizar até que o governo do Estado mande os fardamentos” disse.
O descaso com a educação do campinense tem sido denunciado pela população. Na semana passada a Escola Estadual de Ensino Fundamental Poeta Carlos Drummond de Andrade, em Campina Grande, foi interditada, por causa da estrutura precária que estaria pondo em riscos a integridade física de professores, estudantes e funcionários e por irregularidades que põem em risco à saúde da comunidade escolar. A interdição foi decidida após inspeção feita pela Vigilância Sanitária municipal e o Ministério Público da Paraíba.
A estrutura física da escola apresenta problemas como parte das instalações elétrica e hidráulica funcionando na base da “gambiarra”, alguns banheiros sem vasos sanitários e com portas quebras e paredes literalmente pichadas. A área externa está praticamente tomada pelo mato, enquanto parte do muro já desabou.
Com TVParaíba
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