Quem
se prepara para concurso público deve reforçar os estudos desde já. No
próximo ano, pelo menos 120 prefeituras paraibanas deverão realizar
certame para substituição de servidores temporários. As principais vagas
serão disponibilizadas nos serviços básicos, a exemplo de educação e
saúde.
Conforme o coordenador da Comissão de Combate aos Crimes de
Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (CCRIMP), promotor
Carlos Romero, após a decisão os municípios possuem um prazo de 180 dias
para se adequar e reincidir os contratos temporários. O prazo expira de
acordo com a data do julgamento. “Nós estamos encaminhando aos
promotores locais o resultados destes julgamentos para que a decisão
seja cumprida”, frisou o promotor.
Nestes casos, as prefeituras dispunham de leis municipais que
tornavam legal a contratação do servidor temporário por um prazo de seis
meses, prorrogável pelo mesmo período. Entretanto, a decisão do TJ
impugnou as leis municipais que não atendem aos critérios
constitucionais de admissão no serviço público.
“As contratações temporárias só podem ser feitas em casos
excepcionais mas o que estão fazendo é tornar a exceção uma regra. Há
casos de prefeitos que mantem servidores temporários por até oito anos”,
revelou Carlos Romero.
Segundo o promotor, em vários municípios foram firmados Termos de
Ajustamento de Conduta (TAC) para que a situação fosse sanada. Este ano,
70 prefeitos que não cumpriram as normas estabelecidas pela legislação
dos crimes de responsabilidade fiscal foram criminalmente processados
pelo MP. De acordo com Carlos Romero, os prefeitos podem ser condenados
por improbidade administrativa, cuja punição varia de três meses a três
anos de detenção e suspensão dos direitos políticos. A punição continua
mesmo que o prefeito deixe a gestão municipal e seja sucedido por outro
eleito nos últimos pleitos.
“ A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que é crime admitir qualquer
servidor contra a expressa disposição de Lei. Como se trata de um
processo criminal, ele ocorre de forma mais lenta porque prevê ampla
defesa com possibilidade de recursos”, frisou o promotor Carlos Romero.
As fiscalizações do MP continuam no outros município que não foram
denunciados judicialmente por irregularidades. “Nosso trabalho continua
em toda a Paraíba e, em 2013, haverá novos procedimentos”, assegurou
Carlos Romero.
A Procuradoria-Geral de Justiça, por intermédio da CCRIMP,
desenvolve, desde o ano de 2010, um programa de combate às contratações
ilegais de servidores públicos, que contempla, tanto a repressão
criminal às admissões ilícitas de servidores sem concurso público, como
também o controle sobre a constitucionalidade das leis que tratam sobre
as contratações.
parlamento pb
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