Os envolvidos no processo, segundo a PF são advogados, um juiz do
trabalho e o corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região,
em Rondônia. O juiz e o corregedor foram afastados de seus cargos.
A operação, batizada de “Pretório”, investiga irregularidades no
pagamento dos precatórios, que são dívidas do Poder Público que devem
ser pagas por decisão judicial, além do pagamento de honorários
advocatícios sobre estes precatórios. Um advogado teria recebido cerca
de R$ 100 milhões, segundo investigou a PF.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o bloqueio de mais de
R$300 milhões que seriam pagos como uma das parcelas do precatório. A
polícia ainda investiga quem seriam os seus reais beneficiários dos
valores recebidos.
Na tentativa de evitar as investigações, os alvos da Operação
Pretória ameaçaram autoridades públicas, entre eles um policial federal,
um juiz e uma servidora da Justiça que, por ter flagrado a entrega de
dinheiro a um magistrado, foi ameaçado e encontra-se sob proteção
policial.
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