“A matéria chama atenção para dois fatos importantes. Um é que o
cabeleireiro Demian Alves Lopes, 24 anos, apontado como principal
aliciador, falou ao telefone com uma amiga, que se encontra presa, e
explicou as mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade
de Polícia Pacificadora (UPP). Outro é que uma das meninas ligou para a
mãe avisando do programa e prometendo enviar uma quantia de 50 reais”.
Luiz Couto disse que o Demian negociava o preço das vítimas e
depois de acertar o valor recebia a parte dele. Todavia, continuou: “o
mais lamentável é que muitas vezes as mães das meninas são as principais
ajudantes do crime”.
O parlamentar lembrou que durante anos o seu mandato tem dado
atenção especial ao enfrentamento da exploração sexual infanto-juvenil,
participando de atividades e estimulando as pessoas a denunciarem esse e
outros tipos de violência, bem como lutando para a implantação de
políticas públicas “que sejam capazes de combater esta chaga que atinge
principalmente crianças e adolescentes vindas da população mais pobre e
vulnerável”.
Couto ressaltou que, na Câmara, tem apresentado mecanismos contra
crimes de exploração, mas ainda falta romper o código de silêncio que
cerca esta realidade “que expressa às consequências mais cruéis do
sistema de exploração, baseado no lucro e alimentado pela indiferença da
maioria e cúmplice da cultura da impunidade”.
Assessoria
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