Grevistas pararam completamente atividades após acordo entre o Porto e Angevisa
Segundo o coordenador de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados do Estado da Paraíba (CVPAFPB), Francisco das Chagas, existem dois navios que estão precisando atracar, mas como eles não seguem essas prerrogativas, já que um é de cimento e outro de petcoke (resíduo de petróleo usado para alimentar caldeiras), estão correndo o risco de não conseguir liberação. “Na próxima segunda-feira teremos uma reunião para ver se conseguimos contornar essa situação. Estamos apostando no poder do diálogo para não prejudicar o estado”, torce.
Chagas não é o único a temer os efeitos negativos da radicalização do movimento grevista. De acordo com o presidente da Companhia das Docas da Paraíba, empresa que administra o local, Wilbur Jácome, a greve acontece em um momento bastante delicado em que metas de produtividade estão sendo buscadas, além disso, os navios que não conseguirem atracar aqui vão buscar outros portos, o que gera prejuízos para o estado. “Estamos vivendo um momento de produtividade, estávamos quase batendo as metas e com a greve estamos sendo prejudicados. Por exemplo, tem um navio da Votorantim para atracar e deu muito trabalho para trazê-lo para cá, mas se ele não conseguir atracar aqui, ele vai para Recife”, detalha Jácome.
Para carregar ou descarregar embarcações é necessário o documento de Livre Prática emitido pelo órgão, sem ele as mercadorias continuam presas nesses locais sem poder descer a terra. “O porto depende diretamente do trabalho da Anvisa, já que é ela que libera a atracação”, explica. Além disso, os agentes são responsáveis por controlar o fluxo de pessoas a bordo e liberar o abastecimento dos navios.
Em junho o Porto de Cabedelo conseguiu aumentar em 93% a sua movimentação em relação ao ano passado. A meta de julho, que era de 10%, foi prejudicada por conta da greve e o crescimento ficou em menos de 5%. Vários portos brasileiros também já estão contabilizando prejuízos.
Monica Melo
WSCOM Online
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