O duplo homicídio,
no qual irmãos foram brutalmente assassinados e tiveram seus corpos
esquartejados na cidade de Mari, segundo informações da Polícia Civil,
já foi elucidado.
Na manhã desta segunda (30), cerca de 24h após os corpos terem sido encontrados às margens de um açude,
homens da Polícia efetuaram a prisão de Leonardo Miranda da Silva, 20
anos (foto a direita), residente no Bairro Procanor, que confessou
participação no crime e a partir de então outras investidas policiais
foram realizadas na cidade.
Os policiais se dirigiram até uma área
localizada entre Caldas Branão e Mari, onde, de acordo com informações
da autoridade Policial, seria de esconderijo para quadrilha envolvida no
crime. Relatos dão conta que ao chegar ao local, os policiais
encontraram produtos para lubrificação de armas, uma enxada e colchões.
Ao queimar os colchões, os policiais foram surpreendidos por cerca de
oito elementos que estariam voltando ao esconderijo. Houve troca de
tiros e os elementos conseguiram fugir por uma mata densa nas
proximidades do local.
Depois de um amplo trabalho
investigativo e da realização de várias buscas em residências suspeitas,
que envolveu o Delegado da cidade Dr. Reinaldo Nóbrega e o
Superintendente da Polícia Civil Dr. Hugo Elder, além de vários policias
de Mari e Itabaiana, foram conduzidos para Delegacia, José Carlos do
Nascimento Francisco, 27 anos, vulgo "barata" (foto abaixo) e dois
adolescentes V.A.L. de 16 e R.B.S 17 anos, respectivamente; ainda foram
aprendidos uma espingarda calibre 12 com duas munições, uma foice, um
facão e uma faca. Segundo a Polícia os envolvidos confessaram que o
material foi utilizado no crime.
Veja vídeo de entrevista de José Carlos contando como atraiu as vítimas, clicando AQUI
Na DP, José Carlos afirmou que sua
participação foi apenas atrair as vítimas até o açude e em entrevista à
imprensa relatou que o motivo do crime teria sido um acerto de contas
por causa de um desentendimento com uma das vítimas. Um dos adolescentes
ainda deu detalhes de como eles executaram os irmãos, alegando que um
deles morreu apenas porque acompanhou o grupo. O adolescente falou que
primeiro o grupo utilizou a espingarda e depois que começaram a
esquartejar os corpos, arrancando as cabeças e colocando em uma sacola
antes de enterrar os pedaços. E acrescentou "Não me arrependo do que
fiz, fazia pior se ele tivesse vivo e jogaria bola com a cabeça dele".
Os envolvidos alegaram ter envolvimento
com drogas e participar de uma facção criminosa. Ainda foram aprendidos
alguns aparelhos celulares, em um deles, a Polícia encontrou uma música
fazendo apologia o crime e citando os nomes dos supostos matadores do
grupo.
Do Nordeste 1 com PedroGraciano
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