Estas regras adaptam a LDO à Lei de Acesso à Informação.Se o texto
for sancionado, os órgãos terão que colocar na internet informações como
os totais de cargos efetivos, comissionados e de funções de confiança
ocupados, com os respectivos gastos mensais.Também se tornarão públicos
dados sobre a estrutura remuneratória mensal, por nível ou padrão, de
cada cargo, com as vantagens permanentes inerentes à carreira e as
vantagens temporárias.
O texto que será votado na Comissão Mista de Orçamento abre brechas
para que sejam concedidos reajustes salariais para servidores públicos,
desde que sejam negociados com o Executivo. O relator da matéria colocou
um dispositivo que autoriza a inclusão do reajuste dos subsídios e da
remuneração dos servidores de todos os Poderes e do Ministério Público
da União.
O Parecer também determina ao Poder Executivo que mantenha atualizada
na internet a relação das programações orçamentárias do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) e do Plano Brasil sem Miséria,
especificando o subtítulo ou a descrição do empreendimento, o estágio, a
unidade da federação e a execução orçamentária e financeira. Os
precatórios e requisições de pequeno valor também deverão ser publicados
na internet.
O relatório final da LDO também incluiu dispositivos para obrigar as
entidades do Sistema S (como Sesi, Senai e Senac) a divulgar seus
orçamentos previstos para 2013, os nomes do dirigentes e do corpo
técnico, a estrutura remuneratória, os valores arrecadados, e a
especificação de cada receita e despesa, por natureza e finalidade. Não é
a primeira vez que a LDO trata da divulgação do Sistema S. O Parecer,
porém, amplia os dados que deverão ser disponibilizados na internet.
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