Ads 468x60px

16 junho 2012

MARI: Conselho Tutelar funciona de forma precária por falta de suporte - desabafa conselheiro



MARI: Conselho Tutelar funciona de forma precária por falta de suporte - desabafa conselheiro
Foto: Conselheiros José Carlos (Cuca), Edilson Ribeiro (Cabelinho), Marly Abílio, Lúcia Maria e Francisco Rique (Júnior de Chico)

Enquanto o Conselho Tutelar de alguns municípios da Paraíba estão recebendo até veículos exclusivos para auxiliar no trabalho dos conselheiros, o município de Mari vive uma realidade diferente, exposta na manhã deste sábado (16) por um dos cinco conselheiros durante programa jornalístico na rádio da cidade.

Após alguns questionamentos feitos pelo apresentador Severino Ramo no tocante à atuação e agilidade do trabalho do Conselho, o conselheiro Francisco Rique, conhecido como Junior de Chico, participou por telefone e de forma indignada expôs algumas das dificuldades pelas quais passa o Conselho Tutelar da cidade. "Nós não temos carro nem moto, mas temos um carro cedido em horários determinados, mas porque lutamos muito na justiça pra isso... Nós temos um compromisso com a sociedade, mas não temos um apoio das políticas públicas. Nós não temos! Às vezes acontece um problema e jogam na mão da gente e a gente fica sem saber o que fazer! A gente faz o que a gente pode. Até pra viajar, levar um adolescente para medidas protetivas, se a gente não prestar atenção, vamos todos com fome e voltamos com fome... A gente faz palestras em escolas, não somos policiais mas, fazemos até rondas pelas ruas da cidade, mas usando a moto particular dos conselheiros. Quer saber como é o Conselho Tutelar de Mari, me pergunte ou venha ver de perto o nosso trabalho. Eu hoje sei o que é ser conselheiro, e é preciso fazer parceria com o Ministério Público, com a polícia, com o Prefeito da cidade, com os vereadores, com todos em um conjunto" - explicou o conselheiro que, de forma indignada relatou a falta de suporte sofrida, lembrando ainda que, no horário noturno, o Conselho fica sem qualquer suporte da Prefeitura no sentido de ceder um veículo para atender as ocorrências.

Junior enfatizou a necessidade de que os poderes locais (Prefeito, Vereadores e Ministério Público) possam direcionar a atenção ao trabalho do Conselho Tutelar no sentido de oferecer um suporte maior, e deixou claro que, mesmo sob as dificuldades que possuem, todos os conselheiros são empenhados e tentam dentro das possibilidades fazer um trabalho eficiente.

De fato, ficou exposto que o Conselho Tutelar de Mari, tem sido cobrado no tocante ao seu trabalho, mas não tem recebido a atenção necessária, seja da Prefeitura, do Ministério Público e até mesmo da população que, muitas vezes acha que a situação que afeta as crianças e adolescentes é "problema" apenas do Conselho.

Espera-se que, após o desabafo do conselheiro, essa realidade que existe em Mari possa ser mudada o mais rápido possível, para que nossos conselheiros tenham de fato, condições de realizarem seu trabalho sem que seja preciso tirar dinheiro do próprio bolso para cobrirem quaisquer despesas no exercício de suas funções.

Serviço:
Para qualquer contato, denúncia ou informações junto ao Conselho Tutelar de Mari, o cidadão deverá ligar para o número 9981-7034.


Da Redação do Mari Fuxico

Nenhum comentário:

Postar um comentário