Concurso de 2008 foi marcado por suspeita de fraude
Conheça as carreiras na Polícia Rodoviária Federal
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A falta de policiais e outros servidores tem obrigado a PRF a fechar
postos de fiscalização, diminuindo o policiamento da malha rodoviária
brasileira. Os problemas são reconhecidos pelo ministro da Justiça, José
Eduardo Cardozo, que defendeu a realização do novo concurso.
A solicitação do novo processo de seleção foi validada pela
presidenta Dilma Rousseff em dezembro, mas o órgão ainda aguarda a
liberação do Ministério do Planejamento. Enquanto isso não acontece, a
prioridade é a nomeação do excedente de aprovados na seleção em
andamento, cujo candidatos regulares foram convocados para o curso de
formação no início do mês . Caso a permissão de aproveitamento seja
validada, outros 375 policiais rodoviários também passarão por
treinamento e estarão prontos para atuar em janeiro.
Apesar dos problemas, a diretora-geral da PRF, inspetora Maria Alice
Nascimento Souza, comemora a autorização para a abertura de vagas.
“Conseguimos dar continuidade ao concurso e garantir a chegada dos novos
policiais. Isso consolida o início da recomposição do nosso efetivo,”
comemora.
Quadros insuficientes
Entre as razões apontadas pela PRF para o aumento no quadro de
pessoal – que inclui a criação do cargo de agente administrativo (nível
médio), com 320 novas vagas – está a necessidade de reforços para o
Plano Estratégico de Fronteiras do Governo Federal.
De
acordo com o Portal da Transparência do Ministério da Justiça,
atualmente o quadro de efetivos da corporação conta com 9,1 mil
servidores distribuídos em todo o território nacional. “O número de
servidores ainda é insuficiente para patrulhar os 70 mil quilômetros de
malha rodoviária do Brasil, tendo em vista os eventos esportivos
internacionais que ocorrerão no país nos próximos anos”, diz a
assessoria da PRF. Segundo a Polícia Rodoviária, o efetivo autorizado é
de 13 mil servidores. Assim, há hoje um déficit de quase quatro mil
funcionários.
No fim do ano passado, durante o lançamento da Campanha Nacional do
Desarmamento, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou que
os quadros de efetivos da Polícia Federal (PF) e da PRF seriam
ampliados. “É claro que isso deve ser feito de acordo com a
disponibilidade orçamentária. Temos discutido com o Ministério do
Planejamento, para que, no momento oportuno, possamos fazer uma
recomposição desses quadros, mas posso assegurar que será feito”,
declarou o ministro. Dias depois do discurso, porém, foram autorizados
1,2 mil postos para a Polícia Federal e nada para a PRF.
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