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22 maio 2012

Bancários do Itaú vão fechar agência do centro em protesto contra demissões

Imagem (Da Internet)
Bancários do Itaú vão fechar agência do centro em protesto contra demissõesOs bancários que trabalham na agência do Banco Itaú, localizada na Rua Duque de Caxias, irão paralisar nesta quarta-feira (23) suas atividades em protesto contra a política desumana de demissões do banco.
A atividade, que segue a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), acontecerá simultaneamente em todo o país. Na Paraíba, será coordenada pela diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba, que paralisou as atividades de três agências do Itaú na semana passada, onde ocorreram demissões. Agora, intensifica as manifestações com a paralisação das atividades da agência central do banco, na capital paraibana.
Com serviço de som, faixas e distribuindo carta-aberta à população, os bancários vão protestar contra as demissões, a rotatividade, o assédio moral, as metas abusivas, as condições precárias de saúde, segurança e trabalho, e a terceirização.
De acordo com os bancários, desde que anunciou a fusão com o Unibanco, em 2008, o Itaú vem dispensando milhares de pais e mães de família sem qualquer justificativa em todo o país. Neste início de ano, a situação não mudou.
Eles também alegam que o Itaú teve um lucro líquido de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre, o banco fechou 1.964 postos de trabalho, uma redução de 7,4% em relação ao mesmo período ano passado, o que acumula um corte de 7.728 vagas nos últimos 12 meses.
Segundo dados do Dieese, o Itaú tinha 104.022 funcionários em março de 2011, diminuiu para 98.258 em dezembro e reduziu para 96.204 em março de 2012. Enquanto isso, outros bancos geraram empregos.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, os bancários não podem silenciar ante a ganância e mesquinhez do Itaú. "Os trabalhadores bancários merecem respeito, pois são eles que trabalham em condições desfavoráveis para produzir os lucros recordes. Portanto, não podem aceitar calados que lhes tirem a segurança, a tranqüilidade, a saúde, a paz, os direitos e os empregos sem esboçar nenhum tipo de reação. A hora de reagir é agora, através da paralisação das atividades. Chega!", concluiu.

 Da Redaçãodo Clickpb  com Assessoria

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