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17 outubro 2011

EMPREGO: comércio terá 2 mil vagas temporárias com a chegada do verão e proximidade das festas do fim de ano

EMPREGO: comércio terá 2 mil vagas temporárias com a chegada do verão e proximidade das festas do fim de anoCom a chegada do verão e a proximidade das festas do fim de ano a oferta de trabalho temporário cresce no comércio, em bares, restaurantes, hotéis e pousadas de João Pessoa e Litoral. A Capital possui mais de 670 lojas no comércio e a expectativa é que surjam 2 mil vagas devido ao aumento de 5% esperado para as vendas. Além disso, 30% das contratações temporárias do setor são efetivadas.

Nos hotéis e pousadas, a intenção é superar os 61% de capacidade ocupada registrado ano passado. Já nos bares e restaurantes, o aumento de emprego deve aumentar 20% este ano. Os salários podem variar de R$ 655 a mais de R$ 3 mil no comércio e chegar a R$ 5 mil na área do turismo e, a média é que em dois anos, o profissional competente consiga promoção para cargos de liderança.

As oportunidades de emprego temporário no comércio paraibano crescem de acordo com alguns períodos do ano, como nas datas comemorativas do Dia das Mães, dos Pais e das Crianças. Desde o mês passado, a oferta tem aumentado mais ainda em função da proximidade das festas de Natal e de fim de ano. Em função disso, a partir deste mês, a maioria das 670 lojas associadas à CDL em João Pessoa aumentará o número de seleções para emprego temporário.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL-JP), Eronaldo Maia, a expectativa é de que surjam 2 mil vagas para o comércio da Capital em 2011. “Esperamos que as festas de fim de ano ‘aqueçam’ as vendas de forma a proporcionar um aumento de 5% com relação às do ano passado”, destacou Eronaldo Maia.

As ofertas de emprego temporário surgem em maior quantidade nas lojas de departamento, no entanto as vagas abrangem os setores do varejo, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, confecções e perfumaria. Eronaldo destacou que as funções mais procuradas são de atendente, empacotador, entregador, gerente, vendedor e encarregado de depósito. Os salários variam de um salário comercial R$ 655, a um total bruto que pode ser potencializado com o valor das gratificações. “Inicialmente, são ofertas temporárias, mas a partir delas surgem muitas contratações”, destacou o presidente da CDL-JP. Segundo Eronaldo Maia, há uma carência no comércio paraibano de profissionais vendedores, faturistas, caixas e estoquistas. As áreas em que mais surgem oportunidades são em alimentos e bebidas, eletrodomésticos, mobiliária, eletroeletrônica, de decorações e confecções. O piso do comerciário é de R$ 655, no entanto, esse valor pode crescer dependendo do cargo ocupado e devido às comissões por venda.

Guia recebe até R$ 5 mil

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Hoteleiros na Paraíba (ABIH-PB), João Pessoa possui 8.018 leitos. No ano passado, a cidade registrou uma ocupação de 61% de sua capacidade e a expectativa para 2011 é que esse número seja ultrapassado, o que justifica o aumento de vagas nesse setor. Apesar disso, 3 mil leitos é a quantidade ideal para atender a todo o potencial turístico de João Pessoa, inclusive com as demandas que surgirão devido a Copa e as Olimpíadas. Em média, as empresas de turismo receptivo de João Pessoa trabalham com até 25 guias turísticos, profissão que também está em alta nessa época do ano.

Variação

Os salários na área podem variar de acordo com a alta temporada, em que um bom guia de turismo pode ganhar R$ 5 mil ao mês, e a baixa, que tem uma média entre R$ 2,5 mil a R$ 3 mil mensais.

A principal função do Turismo Receptivo é recepcionar o turista em seu desembarque, realizar a condução para o hotel e o trajeto de volta ao aeroporto, no fim da viagem. Além disso, os guias acompanham os turistas em diversos roteiros, pacotes de passeios e viagens.

Gastronomia em alta

Todos os anos, no início do verão, os estabelecimentos de refeição fora do lar em João Pessoa e Litoral reforçam suas equipes para atender o aumento da demanda no período que vai do início das férias escolares até o carnaval. Já em Campina Grande, acontece o inverso e a maior demanda está no período Junino. A expectativa é de um crescimento de 20% para este ano no setor. As profissões em alta são faxineiro, copeiro, pessoal de limpeza, caixa, ajudante de cozinha, garçons, chef, metri e gerente. Em média, o salário pode variar entre R$ 545 e R$ 3 mil para esses cargos, dependendo do tamanho do estabelecimento e da função que o profissional ocupe.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes na Paraíba (Abrasel-PB), Marcos Mozzini, o setor de alimentação fora do lar possui 55 mil funcionários na Estado e cerca de 5.500 estabelecimentos, registrando um crescimento de 10% a 20% no setor ao ano. Ao todo, são 165 estabelecimentos associados à Abrasel-PB, mas a maioria ainda está na informalidade e representa 60% a 70% do mercado de bares e restaurantes do Estado.

“O aumento da demanda no setor da gastronomia chegará a 20% acima do registrado em período normal. Esperamos que este ano, com o aumento do Dólar, voltemos a ter um turismo interno de maior intensidade em relação ao verão passado”, ratificou Marcos Mozzini.

Permanência depende do desempenho

De acordo com o presidente da Abrasel-PB, o tempo de permanência dos empregados temporários nas empresas dependerá do desempenho obtido durante o período da contratação. “Com toda certeza, um bom funcionário não será dispensado, pois atualmente necessitamos de mão de obra qualificada e para todo bom e competente empregado sempre haverá um emprego a ser conquistado e uma efetivação na empresa”, garantiu Marcos Mozzini. Segundo Marcos, os setores em praticamente todas as atividades produtivas, não só na gastronomia, estão passando por sérias dificuldades com relação a escassez de mão de obra qualificada. “Esta é uma agenda que todos precisamos cuidar com muito zelo, pois podemos averiguar que determinados casos são responsáveis por impactar o desenvolvimento e o crescimento do nosso Estado e até do País”, avaliou o presidente da Abrasel-PB.

Oportunidade de primeiro emprego

De acordo com o supervisor geral da rede de lojas Thiago Calçados, Celso Roberto do Nascimento, as seleções iniciaram desde a última semana do mês passado, o que revela uma antecipação, pois os processos seletivos geralmente começam em outubro. “Já estamos recebendo currículos em todas as unidades da loja até a 1ª quinzena do mês que vem”, destacou o supervisor. Há 20 anos, a empresa vem superando o número de vendas e de contratações.

Segundo Celso Nascimento, 40% do quadro efetivo da empresa está no seu primeiro emprego e 30% do total de contratos temporários acabam sendo efetivados. “Boa parte das pessoas que estão no primeiro emprego são profissionais que estão mais abertos às oportunidades, se mostrando mais receptivos ao aprendizado e apresentando muita vontade de inovar”, explicou o supervisor de loja.

Essa característica, presente em quem está iniciando no meio profissional, acaba se sobrepondo aos veteranos que acham que sabem tudo e que se acomodam. “Os clientes estão mais exigentes, por isso, valorizar tais características presentes no empenho dos nossos colaboradores é necessário”, frisou Celso.

O salário base dos comerciários está no valor de R$ 655, mas dependendo da função que exerce, das gratificações por vendas ou promoções que pode ganhar, esse valor pode ser duplicado. Há vendedores que podem ganhar até o dobro de seu salário de acordo com as gratificações por valor e número de vendas efetuadas.

Durante todo o ano, no mínimo, os funcionários farão um treinamento. Há uma política de realizar capacitações e aperfeiçoamentos contínuos ao longo do ano, promovendo cursos de atendimento, liderança e relacionamento com o público, entre outros.

Promoção vem em 2 anos

Dois anos é o prazo médio para que um colaborador possa ser promovido para funções de liderança na empresa, como exercer uma gerência de loja ou de estoque. “Para isso, o funcionário tem que ser bastante eficiente, ter atitudes inovadoras, realizar seu trabalho com excelência, ser de confiança e obter bons resultados”, ressaltou algumas características, o supervisor de loja, Celso Roberto do Nascimento.

Segundo o supervisor de loja, há colaboradores que iniciaram na empresa como jovens aprendizes e que hoje são gerentes ou analistas de crédito. “Todos os nossos líderes são formados dentro da própria empresa, que tem o seu crescimento atrelado ao do funcionário. O nosso maior investimento é no capital humano, o que faz nosso diferencial”, assegurou Celso.

Sucesso

As gerentes de crédito Walquíria dos Santos, 30 anos, e Marileide Marques,30 anos, entraram na empresa de calçados como jovens aprendizes aos 16 anos. Elas contaram que são duas das três pessoas que foram selecionadas em um grupo de mais de cem candidatos à oportunidade de emprego temporário.

“Já passei por diversos setores e funções da empresa, como cobrança, caixa e atendimento de crédito. Morei dois em Natal (RN) para trabalhar em uma outra unidade da empresa e acompanhei todo o processo de informatização da rede de lojas. Meu interesse pelo trabalho foi o diferencial, e isso me fez chegar ao cargo que ocupo hoje”, informou Walquíria. Hoje ela está casada, tem dois filhos e recebe cinco vezes mais do que seu salário inicial, em 1997.

“Nós fomos promovidas à gerência de crediário três anos após entrarmos na empresa e creio que nossa dedicação e interesse foram o diferencial. Sempre nos mostrávamos muito curiosas porque queríamos saber como aconteciam todos os processos em todos departamentos e funções da empresa. Por isso, temos capacidade de trabalhar em qualquer um dos setores da loja”, revelou Marileide Marques, que junto a Walquíria, se colocaram ao dispor até para o fechamento da loja no intuito de aprender.

Seleções: passo a passo 1º Passo: Entrega de currículos. Direcionar o currículo para cada tipo de atividade, valorizando as aptidões que mais serão aproveitadas em cada empresa, cargo ou função.

2º Passo: Triagem. As empresas têm um perfil de colaborador já predefinido. Geralmente, no comércio, há três características básicas que sempre são observadas: o candidato tem que ser maior de 18 anos – salvo menores aprendizes -, estar cursando ou ter Ensino Médio concluído e apresentar conhecimentos básicos de informática. Após isso, as empresas telefonam para os candidatos e fazem o primeiro contato.

3º Passo: Entrevista com RH. Geralmente, a primeira entrevista é realizada pelo departamento de Recursos Humanos (RH) da empresa. Nesta etapa, são analisados a experiência, o nível de qualificação profissional e o conhecimento do candidato. Também será observada a capacidade de lidar com o público alvo e clientes da empresa. São bem vindos os profissionais que apresentam empatia, que gostam de lidar com pessoas, que se mostram simpáticos e que são comunicativos, articulando ideias e resolvendo situações.

4º Passo: Entrevista com Psicólogo. Geralmente acontece em duas etapas. Uma avalia as capacidades práticas e a outra o nível técnico dos candidatos. São aplicados testes e questionários a fim de detectar as habilidades pessoais e profissionais dos futuros colaboradores. A partir daí, o candidato é encaminhado à supervisão da empresa, onde desenvolverá algumas dinâmicas e será avaliado. Esta etapa pode acontecer em grupo.

5ª Passo: Treinamento. Os candidatos passam por um treinamento que tem duração variável de acordo com as necessidades de cada empresa; no comércio, em média, acontece em uma a duas semanas. Esta fase também é eliminatória, nela o candidato é avaliado constantemente e só depois de aprovado e contratado, o candidato terá contato direto com os clientes da empresa.



  Da Redação Com Correio da Paraíba

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