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04 outubro 2011

DEFENSORIA JAMAIS SERÁ PARTIDO NEM COMITÊ POLITICO DE NINGUÉM



Seguindo um cronograma de atividades ininterruptas, e que vem alargando-se cada vez mais, a ponto de já atender municípios como Sapé, Alagoinha, Araçagi, Caldas Brandão entre outros municípios adjacentes, a DPEM - Defensoria Pública Estadual de Mari, por sua atuação, vem granjeando - apesar dos latidos dos cães-fariseus de sempre - progressivamente, espaço e reconhecimento do povo necessitado que se move em farrapos no cenário jurídico - econômico- social mariense. Defensor e estagiários, mesmo sem qualquer auxilio material por parte da Defensoria Pública Geral – nem de qualquer outro órgão -, vem dando tudo de si para que os excluídos sociais de Mari, os abandonados pelos poderes públicos, os tratados como desiguais, tenham o melhor atendimento – de segunda à sexta feira – com solução da problemática jurídica, não so individual, mas, igualmente coletiva.

No coletivo, e, agindo sempre em sintonia com a coletividade, a DPEM já exercita Ações Civis Públicas, antes um privilégio que cabia única e exclusivamente ao Ministério Público, mas que hoje a legislação específica nos reserva igualmente o múnus do seu exercício.

Como esperado, a DPEM tem contrariado interesses políticos e corporativos de poderosos segmentos das “famílias” influentes de Mari, para as quais não interessa o nosso trabalho, uma vez que não so nos atemos ao trabalho meramente tecnicista, mas ao trabalho que faça do excluído personagem de sua própria história e, para tanto, temos encetado palestras em bairros periféricos e entidades, no sentido da conscientização que promova cidadania, o que incomoda aqueles que se nutrem da miserabilidades das “gentes” de Mari.

E, como tal acontece, presentemente, a DPEM passou a ser alvo de ataques e maledicências, no cenário mariense, por seu combate ao trafico de drogas, o qual já se ramifica no meio policial e político.

A questão referente à “indústria das aposentadorias” verdadeira indústria do engodo, fraudulência, e crime, com penetração em entidades e mesmo na Câmara Municipal de Mari, trazendo prejuízos incomensuráveis a incautos e idosos, tendo inclusive uma conhecida vereadora apontada como “chefe de facção criminosa”.

O problema é que o poder político - pouco importando quem o detenha - nunca admitiu ser confrontado, porque, normalmente, sua fragilidade de argumentação e convencimento é evidente, e vive mal-acostumado com suas claques de aliados, “xeleleus” e “vassalos” oportunistas de ocasião e oficio, todos estipendiados pelo vil metal.

E há ainda o caso dos comerciantes fraudulentos, que, detém irregularmente cartões e documentos de aposentados, como “garantia” de pagamento em compras.

Outros, igualmente  comerciantes, praticam forma de “trabalho escravo”, obrigando seus funcionários a trabalharem mesmo em feriados e dias santos.

São muitos os desafios, mas a vontade de servir a comunidade mariense supera is obstáculos de qualquer desafio a que entre nós se interponha.

A atuação desassombrada da DPEM vem granjeando, progressivamente, espaço e reconhecimento no cenário jurídico-econômico-social mariense. Defensor e estagiários não medem esforços no atendimento e acompanhamento – das segundas às sextas feiras – e, como esperado, contrariam interesses políticos e corporativos de poderosos segmentos das “famílias abastadas” mais influentes de Mari.

Assim, a mentalidade obtusa, produto de um sistema voraz de produção de "mau caratismo", tentará sempre desvirtuar ou desabonar a postura da DPEM. Trata-se de atividade medíocre que não nos intimida e a que nunca nos renderemos.

O problema é que o poder político, pouco importando quem o detenha, nunca admitiu ser confrontado, porque, normalmente, sua fragilidade de argumentação é evidente, e seu conhecimento jurídico, parco. Ademais, está mal-acostumado com suas figuras de aliados “xeleleus-oportunistas”, “vassalos” e “serviçais”, incompatíveis com a atividade autônoma da DPEM.

A DPEM - não representa interesses pessoais ou de facções isoladas. O seu norte é a defesa incondicional das populações necessitadas marienses, os chamados “despossuídos” e “desiguais” vitimas de políticas perversas a cargo do poder público municipal de Mari, e continuaremos nosso ideário, sempre com o melhor profissionalismo e obedecidos os primados constitucionais que norteiam as nossas atividades e ações na vida´prática.

Mari, 03 de outubro de 2011
Dr. Fernando Enéas de Souza
Defensor Público

Com o Blog do Professor Josa    

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