De acordo com balanço final, a greve dos bancários iniciada nesta terça-feira (27) parou 4.191 agências em todo o país no primeiro dia da greve. Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). Somente na região metropolitana de São Paulo, estima-se que 21,1 mil trabalhadores participem das paralisações, como revelou o balanço parcial feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
O presidente Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro disse que a greve começou mais forte que a do ano passado.
- [A greve] é uma das maiores que fizemos nos últimos 20 anos, quando fechamos 3.864 unidades no primeiro dia de paralisação. Isso mostra a grande insatisfação dos funcionários com a postura dos bancos, que em cinco rodadas de negociação não apresentaram uma proposta decente que atenda as reivindicações da categoria.
Segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos ) a greve é injustificada. Já que foi decidida com as negociações em andamento, sem que houvesse uma situação de impasse. O diretor de Relações do Trabalho da FENABAN, Magnus Apostólico conta que na semana passada, a federação apresentou duas propostas de reajuste de salários, pisos salariais, benefícios, além de Participação nos Lucros e Resultado.
- Nós não interrompemos as negociações e seguimos afirmando que as conversas precisam continuar.
Reivindicações
O presidente Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro disse que a greve começou mais forte que a do ano passado.
- [A greve] é uma das maiores que fizemos nos últimos 20 anos, quando fechamos 3.864 unidades no primeiro dia de paralisação. Isso mostra a grande insatisfação dos funcionários com a postura dos bancos, que em cinco rodadas de negociação não apresentaram uma proposta decente que atenda as reivindicações da categoria.
Segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos ) a greve é injustificada. Já que foi decidida com as negociações em andamento, sem que houvesse uma situação de impasse. O diretor de Relações do Trabalho da FENABAN, Magnus Apostólico conta que na semana passada, a federação apresentou duas propostas de reajuste de salários, pisos salariais, benefícios, além de Participação nos Lucros e Resultado.
- Nós não interrompemos as negociações e seguimos afirmando que as conversas precisam continuar.
Reivindicações
Os bancários pedem maior participação nos lucros, contratação de mais empregados, melhores condições de trabalho e, principalmente, 5% de aumento real nos salários. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) oferece 0,37% de aumento real.
A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, afirmou que, "novamente, os donos dos bancos, que tanto ganham à custa dos brasileiros, forçaram a categoria a entrar em greve, diante da falta de resposta às principais necessidades dos trabalhadores".
Segundo ela, houve cinco reuniões com representantes dos bancos, que, em um primeiro momento, ofereceram 0,37% de aumento real para os trabalhadores. Depois, esse percentual subiu para 0,56%, o que desagradou aos funcionários.
- Os bancos podem pagar mais. O lucro líquido dos sete maiores do setor, descontadas todas as despesas, cresceu quase 20% nos primeiros seis meses deste ano, chegando aos R$ 26,5 bilhões. Mas além do reajuste salarial, os bancos estão devendo muito nas contratações e na melhoria das condições de trabalho e de segurança da categoria. Essa dívida é com os bancários e com toda a sociedade.
Na quarta-feira (28), a categoria se reúne novamente para definir os novos rumos da paralisação.
Os trabalhadores pedem reajuste real de 5%, vale-alimentação, vale-refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de um salário mínimo (R$ 545), PLR (participação nos lucros) de três salários mais R$ 4.500, piso salarial de R$ 2.297,51.
Segundo o Dieese, a remuneração média dos admitidos nas agências do Sudeste é de R$ 2.754,84. Em todas as outras, esses salários estavam entre R$ 1.589,38 (Norte) e R$ 1.983,93 (Sul).
Além disso, a categoria quer o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança nas agências, ampliação das contratações e combate às terceirizações.
As instituições financeiras oferecem reajuste de 8%, sendo 0,56% de aumento real sobre o salário; PLR de 90% do salário, mais parcela fixa de R$ 1.186,66, limitado a 7.741,12 ou 2,2 salários, limitado a R$ 17.030; e PLR adicional de 2% do lucro líquido, dividido igualmente entre os bancários, limitado a R$ 2.587.
Da Redação com R7

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